ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Centrão pode integrar o governo Lula, mas com apoio integral, diz Guimarães

Ministro José Guimarães defende entrada do Centrão na base de Lula, mas exige apoio integral ao governo e alinhamento com as pautas petistas no Congresso.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 27/10/2026 às 15h43
José Guimarães defende participação do Centrão no governo Lula, mas cobra apoio integral dos partidos às pautas da gestão petista.
José Guimarães defende participação do Centrão no governo Lula, mas cobra apoio integral dos partidos às pautas da gestão petista. (Reprodução)

BRASIL – O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) a participação de partidos do Centrão no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas cobrou apoio integral às pautas da gestão petista. Segundo ele, é necessário aprimorar a relação com o Congresso Nacional e manter sintonia com as demandas da população.

“Os partidos do Centrão vão participar do governo? Eu defendo que participem e [vamos dialogar] para isso. Porém, tem que ser uma participação efetiva, não é meia participação, não é meia governabilidade, tem que ser governabilidade integral e total”, afirmou o ministro.

A declaração foi dada após uma reunião, na manhã desta terça-feira, com a bancada do PT na Câmara dos Deputados. De acordo com Guimarães, os parlamentares petistas concordam que a relação do governo com o Congresso precisa mudar.

O ministro criticou partidos que ocuparam até três ministérios durante o atual governo Lula, mas não garantiram votos para propostas consideradas importantes pela gestão.

“Nós precisamos construir um governo com muitas alianças, mas com nitidez política por conta do que aconteceu nas ruas”, disse.

Guimarães também afirmou que o próximo mandato de Lula deverá considerar as demandas apresentadas pela população durante as manifestações no segundo turno das eleições.

Lula terá desafio para negociar com o Congresso

A partir de 2027, Lula deverá enfrentar um Congresso com maior presença da oposição, após o avanço do PL nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado.

Partidos de direita e de centro que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno parabenizaram Lula pela vitória, mas ainda não há acordos firmados com a chapa eleita.

O União Brasil e o PSD defenderam o diálogo com o governo. O Podemos afirmou que atuará com independência no Parlamento, enquanto o PSDB declarou que permanecerá na oposição.

Nesse cenário, o presidente precisará negociar apoio para aprovar projetos no Legislativo. O PL ampliou sua representação e contará com 121 deputados federais e 29 senadores.

Presidências da Câmara e do Senado entram nas negociações

As articulações também envolvem o comando das duas Casas do Congresso Nacional. Em 2027, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), poderão disputar a reeleição para os cargos.

A expectativa é que o PT apoie os dois nas disputas.

Guimarães afirmou que o encontro de Lula com Alcolumbre e Motta já indicou um caminho para a construção da governabilidade do próximo mandato.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.