caso master

Daniel Vorcaro e pai são intimados pela PF para depoimento

Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique, prestarão depoimento em 30 de setembro no inquérito que investiga o grupo A Turma e o Banco Master em Brasília.

Ipolítica, com informações de O Globo

- Atualizada em 17/09/2026 às 15h40
PF intima Daniel Vorcaro e o pai para depor em investigação sobre grupo “A Turma”, ligado a ações de vigilância e intimidação.
PF intima Daniel Vorcaro e o pai para depor em investigação sobre grupo “A Turma”, ligado a ações de vigilância e intimidação. (Divulgação)

BRASIL – A Polícia Federal (PF) intimou o banqueiro Daniel Vorcaro e o pai dele, Henrique Vorcaro, para prestar depoimento no inquérito que investiga a atuação do grupo conhecido como “A Turma”. Os interrogatórios foram marcados para 30 de setembro.

Segundo as investigações, o grupo teria sido financiado e acionado por Vorcaro para realizar ações de vigilância, obter informações relacionadas a processos sob sigilo e intimidar pessoas que contrariassem os interesses do banqueiro.

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Os depoimentos são considerados a última etapa do inquérito antes da conclusão das investigações. A oitiva havia sido adiada a pedido da defesa e posteriormente foi remarcada pela PF.

Vorcaro e pai estão presos

Daniel Vorcaro e Henrique Vorcaro estão presos preventivamente no âmbito do inquérito.

O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, determinou a prisão dos dois sob o argumento de que a existência do grupo representava uma ameaça às investigações em andamento.

Os depoimentos devem ocorrer por videoconferência, durante a tarde.

Vorcaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília. O pai dele está detido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG).

Pai de Vorcaro seria responsável por pagamentos

De acordo com as investigações, Henrique Vorcaro era responsável pelos pagamentos ao grupo “A Turma”.

O grupo seria comandado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário. Ele também foi preso por determinação de Mendonça.

Segundo o relato publicado pelo GLOBO, Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava custodiado na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi levado para um hospital e morreu dias depois em decorrência do ato.

PF adota cautela em novas diligências

Em meio às discussões no STF sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master, a Polícia Federal passou a adotar cautela em relação aos próximos passos dos inquéritos.

No último domingo, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os processos fossem encaminhados à Presidência da Corte, diante de questionamentos sobre a atuação de André Mendonça como relator.

Enquanto o Supremo não define o destino dos processos, a PF mantém a análise de documentos já obtidos em etapas anteriores das investigações.

Novos pedidos de quebra de sigilo e diligências como buscas e apreensões, porém, devem aguardar uma definição do tribunal. A avaliação é de que essas medidas podem ficar represadas enquanto os processos estiverem sob análise da Presidência do STF, e não do relator.

Entre os inquéritos do caso Banco Master que estão em estágio mais avançado estão o que investiga o grupo “A Turma” e outro que apura uma suposta propina paga a servidores do Banco Central.

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