CASO MASTER

Lula pede quebra total de sigilo em investigações do caso Master

Lula pede abertura total das investigações do caso Master, definido por ele como o maior crime financeiro do Brasil, para evitar vazamentos seletivos.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 09/09/2026 às 12h33
Lula pede quebra total de sigilo em investigações do caso Master
Lula pede quebra total de sigilo em investigações do caso Master (Ricardo Stuckert)

BRASIL – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master e afirmou que o Brasil precisa de transparência sobre as apurações.

Em publicação nas redes sociais, Lula disse que o país precisa de explicações diante do que classificou como “maior crime financeiro da história do Brasil”. O presidente também afirmou que há uma “crise institucional” envolvendo o Poder Judiciário e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações.

Lula afirmou que vazamentos seletivos no caso Master distorcem o processo e prejudicam a integridade da disputa eleitoral no Brasil.

Defesa de transparência no caso Master

Na mensagem publicada nesta quarta-feira, Lula afirmou que é necessário divulgar integralmente as informações relacionadas ao caso Master, independentemente dos envolvidos.

“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, declarou.

Para Lula, o caso Master exige transparência total, tema que ganha urgência em meio ao recente embate jurídico entre Dino e Mendonça no STF.

Disputa no STF sobre investigações

O Supremo Tribunal Federal vive uma nova tensão após Flávio Dino derrubar a decisão de André Mendonça que afastava a cúpula da PF.

O embate ganhou força após decisões envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada, além da suspensão de relatórios de inteligência produzidos pela PF.

A decisão foi contestada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu ao Supremo. Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino derrubou a determinação de Mendonça e determinou o retorno dos dois delegados aos cargos.

Para Dino, o afastamento poderia comprometer investigações em andamento e não deveria ter ocorrido da forma determinada.

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