Sistema eleitoral

Nunes Marques defende urnas eletrônicas e critica ataques ao sistema de votação

Presidente do TSE afirmou que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro pode afastar eleitores e defendeu transparência e fiscalização das urnas.

Ipolítica, com informações de O Globo

Nunes Marques defendeu a credibilidade das urnas eletrônicas e afirmou que desacreditar o sistema pode afastar eleitores.
Nunes Marques defendeu a credibilidade das urnas eletrônicas e afirmou que desacreditar o sistema pode afastar eleitores. (Luiz Roberto / TSE)

BRASIL – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender a credibilidade das urnas eletrônicas neste domingo (9) e afirmou que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro significa afastar eleitores da participação no processo democrático.

A declaração foi feita durante a Corrida pela Democracia, realizada no autódromo de Brasília, na manhã deste domingo. O evento marcou o encerramento da primeira Semana Nacional do Sistema de Votação.

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Durante o discurso de abertura, Nunes Marques destacou que o sistema brasileiro de votação passou por três décadas de aperfeiçoamento tecnológico e desenvolvimento de mecanismos de fiscalização e auditoria.

Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”, disse o ministro.

Nunes Marques já havia defendido urnas eletrônicas

No início da semana, Nunes Marques também fez uma defesa das urnas eletrônicas durante a sessão de abertura do segundo semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral.

Na ocasião, o presidente do TSE classificou o modelo brasileiro como um sistema marcado pela “robustez”, “auditabilidade” e “permanente evolução tecnológica”.

As declarações ocorreram em meio à pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Justiça Eleitoral reagisse aos ataques ao sistema de votação e ao avanço da desinformação durante a campanha eleitoral de 2026.

Flávio Bolsonaro pediu mais transparência

A defesa das urnas feita por Nunes Marques ocorre cerca de uma semana após o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmar que aceitará o resultado das eleições deste ano, mas cobrar do TSE mais transparência em relação às urnas eletrônicas.

Em julho, Flávio Bolsonaro citou dados falsos sobre as urnas durante um evento com embaixadores e representantes diplomáticos de diversos países. Na ocasião, o senador pediu que fosse enviada ao Brasil “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o processo eleitoral.

O episódio também foi relacionado ao processo que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, à inelegibilidade.

Na semana passada, em entrevista, Flávio Bolsonaro se comprometeu a aceitar o resultado eleitoral de 2026 e afirmou que gostaria de ver “mais camadas de transparência” em relação aos equipamentos e “mais camadas de segurança (nas urnas)”.

As manifestações ocorrem em um cenário de pressão sobre a Justiça Eleitoral para responder a questionamentos e ataques ao sistema de votação brasileiro durante a campanha.

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