Dia dos Pais

Estudo aponta queda na presença dos pais na criação dos filhos

Pesquisa mostra que 49% dos brasileiros consideram a presença no cotidiano a principal característica de um bom pai.

Imirante.com

- Atualizada em 09/08/2026 às 18h36
Apesar da percepção de menor participação, oito em cada dez brasileiros consideram alta a importância dos pais na vida dos filhos.
Apesar da percepção de menor participação, oito em cada dez brasileiros consideram alta a importância dos pais na vida dos filhos. (reprodução)

SÃO PAULO – Metade dos brasileiros acredita que os pais estão menos presentes na criação dos filhos atualmente do que em gerações anteriores. Ao mesmo tempo, oito em cada dez pessoas consideram alta ou muito alta a importância da figura paterna no desenvolvimento dos filhos. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nexus com 2.013 pessoas de diferentes regiões do país.

O levantamento mostra diferenças na percepção de homens e mulheres sobre a participação dos pais. Entre as mulheres, 56% avaliam que os pais estão menos presentes atualmente, enquanto 31% consideram que a participação aumentou. Entre os homens, 44% dizem que a presença paterna aumentou e o mesmo percentual acredita que ela diminuiu.

Presença no dia a dia é vista como essencial

A pesquisa também investigou o que os brasileiros consideram ser um "bom pai". Para 49% dos entrevistados, a principal característica é estar presente no dia a dia dos filhos. Na sequência aparecem educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença cotidiana é considerada mais importante pelas mulheres: 53% apontaram esse aspecto como principal característica de um bom pai, contra 45% dos homens.

Entre os homens, a educação e a orientação com limites aparecem com maior frequência. O atributo foi citado por 21% deles, enquanto entre as mulheres o índice foi de 17%.

Percepção muda conforme a idade

A importância da paternidade também é percebida de maneira diferente entre as faixas etárias. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 82% classificam como alta ou muito alta a importância dos pais no desenvolvimento dos filhos.

Esse percentual diminui entre os entrevistados mais velhos. Entre pessoas com 60 anos ou mais, 62% consideram a importância da figura paterna alta ou muito alta.

Quando o assunto é a presença no cotidiano, os índices mais elevados aparecem entre pessoas de 25 a 40 anos, com 56%, e entre jovens de 16 a 24 anos, com 55%. Já entre os mais velhos, a educação ganha maior destaque: o atributo foi citado por 26% dos entrevistados com 60 anos ou mais e por 24% daqueles entre 41 e 49 anos.

Desafio está na participação dentro de casa

Para Marcelo Tokarski, CEO do Instituto Nexus, a pesquisa mostra que a percepção sobre o papel do pai mudou no Brasil. Segundo ele, a figura paterna deixou de ser associada principalmente à responsabilidade financeira e passou a ser relacionada também à presença cotidiana.

O levantamento, porém, indica que essa mudança de percepção ainda não se reflete completamente na prática. A avaliação de que metade dos pais atuais é menos participativa do que os de gerações anteriores aponta para uma diferença entre o discurso sobre a paternidade e a participação efetiva na rotina dos filhos.

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