BRASÍLIA – O Superior Tribunal Militar (STM) autorizou o envio de informações sobre a trajetória militar de Jair Bolsonaro para subsidiar o julgamento que pode resultar na expulsão do ex-presidente do Exército. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo ministro Carlos Vuyk de Aquino.
O material solicitado inclui documentos sobre a atuação de Jair Bolsonaro no período em que integrou as Forças Armadas, além de registros disciplinares e eventuais honrarias recebidas ao longo da carreira.
Documentos solicitados
Com a decisão, o Exército deverá encaminhar ao STM o prontuário funcional de Bolsonaro entre 1971 e 1988, período em que ele esteve na ativa.
Também foram requisitados o histórico disciplinar completo, certidão sobre a existência ou não de punições, além de registros de elogios, condecorações, medalhas e honrarias.
A Marinha, a Força Aérea e o Ministério da Defesa também deverão informar se há registros de condecorações concedidas ao ex-presidente.
Processo no STM
A análise da trajetória militar de Bolsonaro integra um processo que pode levar à perda do posto e da patente do ex-presidente, atualmente capitão da reserva.
O julgamento no STM foi provocado por ações apresentadas pelo Ministério Público Militar (MPM) em fevereiro deste ano.
O órgão pediu a decretação da perda do oficialato de Bolsonaro com base na condenação criminal imposta pelo Supremo Tribunal Federal.
Condenação no STF
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista.
De acordo com a Constituição, militares podem ser expulsos das Forças Armadas em caso de condenação criminal superior a dois anos.
A decisão sobre a trajetória militar de Bolsonaro será considerada pelo STM no momento de avaliar se ele deve ou não ser excluído do Exército.
Outros militares envolvidos
Além do ex-presidente, o Ministério Público Militar também pediu a perda da patente de outros militares da reserva.
Entre eles estão os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto, além do almirante Almir Garnier.
Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal no mesmo processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
O STM deverá analisar os pedidos e definir se os militares condenados podem permanecer nas Forças Armadas ou se perderão seus postos.
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