BRASIL - O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou, nesta quarta-feira (15), que o Banco Central do Brasil pode ter ignorado alertas sobre o comportamento do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A declaração reacende o debate sobre a atuação da autoridade monetária diante do que ele classificou como a “maior fraude bancária da história do Brasil”.
Durante entrevista, Haddad questionou por que não houve medidas preventivas ao longo dos anos, mesmo com sinais de risco apontados por agentes do sistema financeiro.
Críticas à gestão do Banco Central
Haddad direcionou suas críticas ao período em que o Roberto Campos Neto esteve à frente do Banco Central. Segundo ele, decisões favoráveis ao Banco Master ocorreram principalmente durante essa gestão.
O ex-ministro destacou que instituições como bancos e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já teriam emitido alertas sobre o crescimento da operação envolvendo Vorcaro.
“Por que o Banco Central ignorou os alertas durante anos?”, questionou.
Apesar das críticas, Haddad afirmou não atribuir diretamente responsabilidade criminal a Campos Neto, mas cobrou esclarecimentos sobre possível omissão, incompetência ou erro de avaliação.
Crescimento do Banco Master levanta suspeitas
De acordo com Haddad, o Banco Master teria crescido de forma acelerada sem sofrer intervenções regulatórias. Ele citou a emissão de certificados de depósito bancário (CDBs) que chegaram a quase R$ 80 bilhões.
O ex-ministro também afirmou que, enquanto esteve à frente da Fazenda, optou por não se reunir com Vorcaro após receber alertas sobre riscos envolvendo o empresário.
Investigações e cenário político
Haddad defendeu que as investigações avancem de forma ampla, independentemente de filiação partidária, e citou a atuação da Polícia Federal na apuração do caso.
Ele também mencionou que diretores ligados à gestão do Banco Central respondem a investigações, o que, segundo ele, reforça a necessidade de esclarecer os fatos.
Questionamentos centrais levantados por Haddad
- Por que os alertas sobre Vorcaro não resultaram em ações preventivas;
- Se houve falha institucional na supervisão do sistema financeiro;
- Qual foi o papel da gestão do Banco Central no período;
- Se houve omissão ou erro de avaliação por parte das autoridades.
A repercussão do caso aumenta a pressão por respostas das instituições responsáveis pela regulação financeira no país e deve manter o tema no centro do debate político e econômico nos próximos dias.
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