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STF vê Lula em modo campanha ao se afastar do caso Master

Ministros avaliam que estratégia do presidente busca evitar desgaste eleitoral, mas gera irritação e ruídos na relação com o Supremo

Ipolítica, com informações do g1

STF avalia que Lula adotou postura de campanha ao se afastar do caso Master, gerando irritação entre ministros.
STF avalia que Lula adotou postura de campanha ao se afastar do caso Master, gerando irritação entre ministros. (Antonio Augusto / STF)

BRASÍLIA – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em “modo campanha” ao adotar uma estratégia de distanciamento público da Corte no caso envolvendo o Banco Master.

A leitura dentro do STF é que o movimento busca reduzir o desgaste eleitoral e evitar a associação entre governo e Judiciário.

Declaração de Lula

A avaliação ganhou força após entrevista em que Lula afirmou ter aconselhado o ministro Alexandre de Moraes sobre o impacto do caso na imagem da Corte.

“Você construiu uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia”, disse o presidente.

Lula também sugeriu que Moraes reforçasse publicamente sua imparcialidade, mencionando a atuação profissional da esposa do ministro.

Estratégia política

Nos bastidores, aliados do governo afirmam que a postura é estratégica. A avaliação no Palácio do Planalto é de que há uma percepção crescente de proximidade entre o governo e o STF, o que poderia gerar desgaste eleitoral.

Por isso, integrantes do governo defendem que Lula passe a marcar uma posição mais independente, reduzindo essa associação.

Segundo aliados, esse movimento já vinha sendo adotado de forma gradual e agora foi explicitado pelo presidente.

Reação no STF

No STF, a reação não foi positiva.

Ministros ouvidos avaliam que a estratégia gera irritação dentro da Corte e pode provocar ruídos na relação entre os Poderes.

Há também a percepção de que o movimento pode não trazer ganhos políticos e ainda tensionar a relação com aliados dentro do próprio tribunal.

Avaliação interna

De acordo com integrantes do STF, o distanciamento público pode ser interpretado como um gesto político em meio ao cenário eleitoral, o que reforça a leitura de que o presidente já atua em lógica de campanha.

A avaliação predominante é que a estratégia, além de não trazer benefícios claros, pode aumentar o desgaste institucional entre Executivo e Judiciário.

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