BRASIL - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) elegeu nesta terça-feira (13) o ministro Luis Felipe Salomão como novo presidente da Corte. O vice-presidente será o ministro Mauro Campbell Marques. A posse está prevista para agosto.
A eleição foi simbólica e realizada por votação secreta. Por tradição, o tribunal adota o critério de antiguidade para a escolha dos cargos de direção.
O atual presidente, Herman Benjamin, permanece no cargo até a posse da nova mesa diretora. Após assumirem, os novos dirigentes terão mandato de dois anos.
Indicação para o CNJ
Na mesma sessão, os ministros decidiram indicar Benedito Gonçalves para a Corregedoria Nacional de Justiça, no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. O nome ainda será submetido à sabatina e aprovação do Senado Federal.
Segundo Herman Benjamin, a votação secreta e unânime demonstra “união e harmonia” no tribunal.
Quem é o novo presidente do STJ
Natural de Salvador (BA), Luis Felipe Salomão é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele chegou ao STJ em 2008, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes disso, atuou como promotor de Justiça, juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O ministro também presidiu comissões de juristas responsáveis por propostas de mudanças na legislação, incluindo arbitragem, mediação e reforma do Código Civil.
Além da atuação no Judiciário, Salomão é autor de livros e artigos jurídicos e atua como professor em instituições ligadas à magistratura.
Perfil do vice-presidente
Mauro Campbell Marques é natural de Manaus (AM) e também integra o STJ desde 2008, indicado por Lula.
Ele ocupou cargos no Ministério Público, foi procurador-geral de Justiça por três vezes e atualmente exerce a função de corregedor nacional de Justiça.
Campbell também coordenou comissão da Câmara dos Deputados voltada à atualização da Lei de Improbidade Administrativa.
Próxima gestão
A nova cúpula do STJ assume em agosto e ficará responsável pela condução administrativa e institucional do tribunal no biênio 2026-2028, mantendo o modelo tradicional de sucessão baseado na antiguidade dos ministros.
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