BRASIL - O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, faltou pela terceira vez à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, nesta quarta-feira (8). Convocado como testemunha, ele não compareceu ao depoimento, alegando respaldo em decisão do Supremo Tribunal Federal.
A ausência ocorre em meio à reta final dos trabalhos da comissão, que tem prazo para encerrar suas atividades no próximo dia 14.
Ausência após convocação
De acordo com os advogados de Roberto Campos Neto, a obrigatoriedade de comparecimento violaria decisão do STF, o que justificaria a ausência.
Inicialmente, o economista havia sido convidado pela CPI. Posteriormente, diante da falta de comparecimento, os parlamentares decidiram convocá-lo — o que, em tese, torna a presença obrigatória.
Mesmo assim, o ex-presidente do Banco Central não compareceu.
Tentativas frustradas da CPI
Desde março, a comissão tenta ouvir Campos Neto. As tentativas ocorreram em três momentos:
- 3 de março: convocação convertida em convite pelo ministro André Mendonça;
- 31 de março: novo convite, sem comparecimento;
- 8 de abril: convocação formal, novamente sem presença.
Segundo o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, o ex-presidente do BC poderia contribuir de forma relevante com os trabalhos da comissão.
Contexto da CPI
A CPI do Crime Organizado foi criada para investigar a atuação e a expansão de facções criminosas no Brasil, além de apurar possíveis conexões com instituições e agentes públicos.
Na mesma sessão desta quarta-feira, os parlamentares ouvem o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Próximos passos
Diante da nova ausência, os integrantes da CPI avaliam quais medidas poderão ser adotadas. O tempo, no entanto, é limitado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já decidiu não prorrogar o funcionamento da comissão, o que pressiona os parlamentares a concluírem os trabalhos dentro do prazo.
A expectativa é de que o relatório final seja apresentado nos próximos dias, com base nas informações já coletadas ao longo das investigações.
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