BRASÍLIA – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou na segunda-feira (23), em reunião com o ministro Alexandre de Moraes, que a prisão domiciliar de Bolsonaro será cumprida com acompanhamento constante para evitar novos incidentes.
Segundo aliados, Michelle garantiu que, durante a prisão domiciliar, o ex-presidente não ficará sozinho em nenhum momento enquanto cumprir a pena em casa.
Garantia dada a Moraes
A informação foi repassada por auxiliares da ex-primeira-dama após a audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o encontro, Moraes relembrou o episódio ocorrido em novembro de 2025, quando Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar.
Na ocasião, o ex-presidente utilizou um ferro de soldar para tentar danificar o equipamento, o que gerou alerta no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal.
Após a violação, ele deixou o regime domiciliar e foi transferido para uma cela da Polícia Federal em Brasília.
Domiciliar será reavaliada
Ao conceder o novo regime domiciliar, Moraes determinou que a medida terá caráter temporário e será reavaliada em até 90 dias.
O ministro também avisou que Bolsonaro pode perder o benefício caso faça atuação política durante o período em casa.
A decisão estabelece que a manutenção da prisão domiciliar dependerá do comportamento do ex-presidente e da evolução do estado de saúde.
Críticas da defesa
Advogados de Bolsonaro criticaram o caráter temporário da medida e afirmaram que o mesmo critério não foi aplicado em outros casos.
A defesa citou o ex-presidente Fernando Collor ao questionar por que o regime domiciliar foi concedido de forma diferente.
Aliados do ex-presidente afirmam que Moraes tenta limitar a atuação política de Bolsonaro mesmo fora do presídio.
“Alexandre de Moraes quer fazer Bolsonaro seu refém, impedindo sua atuação como líder político”, disse o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
Monitoramento
Segundo aliados, a promessa feita por Michelle ao ministro foi justamente para evitar novos problemas durante o cumprimento da pena.
A estratégia é garantir que Bolsonaro esteja sempre acompanhado, reduzindo o risco de descumprimento das regras impostas pelo STF.
O comportamento do ex-presidente durante o período será decisivo para a manutenção ou não da prisão domiciliar.
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