CPMI do INSS

PF diz que dados de Vorcaro foram reinseridos no sistema da CPMI do INSS

Polícia Federal afirma que dados de Vorcaro voltaram ao sistema da CPMI após novo download em nuvem; Mendonça já havia restringido acesso ao material.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Polícia Federal informa que dados de Daniel Vorcaro foram reinseridos no sistema da CPMI do INSS após extração das informações.
Polícia Federal informa que dados de Daniel Vorcaro foram reinseridos no sistema da CPMI do INSS após extração das informações. (Bruno Spada/Agência Câmara)

BRASÍLIA – A Polícia Federal informou nesta terça-feira (18) que os dados de Vorcaro foram reinseridos no sistema da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS após a corporação realizar a extração das informações armazenadas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, após a exclusão inicial dos arquivos, foi constatado que os dados voltaram a aparecer no sistema da comissão, porque também estavam armazenados em nuvem.

Dados de Vorcaro estavam em sistema da Apple

De acordo com a Polícia Federal, os dados de Vorcaro estavam salvos em um serviço de armazenamento em nuvem da Apple, o que permitiu que os arquivos fossem novamente baixados para o sistema da CPMI.

O envio das informações ocorreu após solicitação da presidência da comissão à empresa de tecnologia.

“O fato gerou novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”, informou a PF.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, foi comunicado sobre o episódio.

Decisão do STF restringiu acesso aos dados

Na segunda-feira (16), Mendonça determinou que a CPMI do INSS não tivesse acesso a novos dados da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro.

Com a decisão, os dados de Vorcaro que estavam guardados em uma sala-cofre no Senado foram devolvidos à Polícia Federal, responsável por fazer a triagem do material.

A determinação incluiu a retirada de conteúdos relacionados à vida privada do investigado.

PF cumpriu decisão na sala-cofre

Após a decisão do Supremo, a Polícia Federal compareceu à sala-cofre da CPMI e realizou a separação dos arquivos conforme ordem judicial.

Mesmo assim, a corporação identificou que parte das informações voltou a ser armazenada no sistema da comissão após novo download feito a partir do serviço de nuvem, o que motivou a comunicação ao STF.

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