Caso Master

Supremo decide se mantém prisão de Vorcaro em julgamento virtual

Segunda Turma do STF julga em sessão virtual se mantém prisão de Vorcaro, investigado por fraudes financeiras no Banco Master e por intimidar testemunhas.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

STF julga se mantém prisão de Vorcaro, dono do Banco Master, em sessão virtual da Segunda Turma. Decisão também envolve outros investigados.
STF julga se mantém prisão de Vorcaro, dono do Banco Master, em sessão virtual da Segunda Turma. Decisão também envolve outros investigados. (Divulgação)

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal começa a julgar nesta sexta-feira (13) se mantém a prisão de Vorcaro, dono do Banco Master, em sessão virtual da Segunda Turma. Os ministros vão decidir se confirmam a decisão que determinou a detenção do banqueiro na investigação sobre fraudes financeiras e obstrução de justiça.

O julgamento está previsto para iniciar às 11h e também vai analisar a situação de outros investigados ligados ao caso.

Julgamento da prisão de Vorcaro

Além de decidir sobre a prisão de Vorcaro, o colegiado vai analisar se continuam presos Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do banqueiro, e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da Polícia Federal suspeito de repassar informações sigilosas.

Quatro ministros participam da votação, já que um integrante da turma se declarou impedido e não vai votar.

Se houver empate, a decisão favorece a defesa, o que pode resultar na soltura do banqueiro.

Operação Compliance Zero

A prisão de Vorcaro foi determinada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de venda da instituição ao Banco Regional de Brasília.

A investigação aponta que o banqueiro teria dado ordens diretas para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários ligados ao caso, além de ter acesso antecipado a informações sigilosas.

Entre as provas estão mensagens encontradas no celular apreendido pela Polícia Federal.

Em uma das conversas, segundo a apuração, ele teria ameaçado um jornalista em diálogo com um aliado investigado.

Contato com servidores e vazamento de informações

As investigações também indicam que o banqueiro mantinha contato com servidores do Banco Central e teria recebido informações sobre o andamento de apurações envolvendo o Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal, esses dados podem ter sido usados para tentar atrapalhar as investigações.

Um dos investigados presos na operação foi apontado como responsável por intermediar o acesso a informações reservadas.

Histórico da prisão de Vorcaro

A prisão de Vorcaro não foi a primeira no caso. Em novembro do ano passado, ele já havia sido detido quando tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai.

No dia seguinte à prisão, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master por suspeitas de irregularidades.

Depois disso, a defesa conseguiu habeas corpus na Justiça Federal, e o banqueiro passou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, situação que foi revertida após novos elementos apresentados pela Polícia Federal.

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