Supremo Tribunal Federal

STF julga Josimar e Pastor Gil, acusados de irregularidades com emendas parlamentares, amanhã

Deputados do Maranhão estão no núcleo central da denúncia da PGR em ação que apura corrupção e organização criminosa envolvendo emendas parlamentares

Ipolítica, com informações do g1

Atualizada em 09/03/2026 às 11h43
Josimar Maranhãozinho (PL) e Pastor Gil (PL) são acusados de irregularidades com emendas parlamentares e organização criminosa.
Josimar Maranhãozinho (PL) e Pastor Gil (PL) são acusados de irregularidades com emendas parlamentares e organização criminosa. (Agência Câmara)

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, na próxima terça-feira (10), o processo penal contra deputados acusados de irregularidades com emendas parlamentares. Entre os principais réus estão deputados do Maranhão, apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrantes do núcleo central do esquema investigado.

Ao todo, oito pessoas respondem à ação penal, que será analisada pela Primeira Turma do STF. Segundo a acusação, o grupo teria atuado como organização criminosa para desviar recursos públicos por meio da destinação de emendas parlamentares a municípios em troca de propina.

Entre os denunciados estão os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do ex-deputado Bosco Costa (PL-SE). Segundo a Procuradoria, os deputados maranhenses ocupavam posição de liderança dentro da estrutura investigada.

Julgamento terá três sessões

O julgamento será realizado na sala da Primeira Turma do STF e deve ocorrer em três sessões.

A primeira sessão está marcada para as 9h da terça-feira (10). No mesmo dia, a análise continua às 14h. A terceira sessão está prevista para a manhã de quarta-feira (11).

O processo será relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Após a leitura do relatório, a Procuradoria-Geral da República fará a exposição da acusação, seguida pelas sustentações das defesas.

Depois dos debates, os ministros apresentam seus votos. Além do relator, participam do julgamento os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma.

A decisão será tomada por maioria. Se houver condenação, o colegiado define a pena. Se houver absolvição, o processo é arquivado.

Deputados do Maranhão são acusados de liderar esquema

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o núcleo central da organização criminosa era formado pelos deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e pelo ex-deputado Bosco Costa.

Segundo a acusação, o grupo teria direcionado emendas parlamentares a municípios mediante pagamento de propina.

O deputado Josimar Maranhãozinho responde por corrupção passiva e por integrar organização criminosa, com agravantes por exercer função pública e por suposta posição de liderança.

Pastor Gil, Bosco Costa e João Batista Magalhães respondem por corrupção passiva e participação em organização criminosa.

Também são réus Thalles Andrade Costa, Antônio José Silva Rocha, Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto, acusados de participação no esquema.

Acusação envolve emendas destinadas ao Maranhão

A PGR afirma que o grupo teria solicitado propina ao então prefeito de São José de Ribamar em troca da destinação de emendas parlamentares.

Segundo a denúncia, o valor pedido teria sido de R$ 1,667 milhão, relacionado a emendas que somariam R$ 6,671 milhões.

Para a PGR, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e objetivo de obter vantagem financeira por meio de crimes contra a administração pública.

Além da condenação, o Ministério Público pede que o Supremo determine a perda de cargos públicos e fixe indenização por danos morais coletivos.

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