Caso Master

Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Master e nega atuação no STF

Defesa de Viviane Barci de Moraes diz que consultoria ao banco de Daniel Vorcaro ocorreu entre 2024 e 2025 e não envolveu processos no Supremo

Ipolítica, com informações do g1

Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Banco Master e nega atuação no STF no caso Banco Master.
Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Banco Master e nega atuação no STF no caso Banco Master. (Ricardo Stuckert/PR)

BRASÍLIA – O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, divulgou nota nesta segunda-feira (9) confirmando que prestou serviços jurídicos ao Banco Master, mas negou qualquer atuação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre em meio às investigações do caso Banco Master, que levou à nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, o escritório foi contratado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 para prestar consultoria jurídica ao banco, encerrando o contrato após a liquidação extrajudicial da instituição. A nota afirma que o trabalho envolveu análise jurídica, elaboração de pareceres e revisão de procedimentos internos, sem atuação em processos no STF.

O texto ressalta que o escritório “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal”.

Contrato incluiu consultoria jurídica e reuniões com o banco

De acordo com a nota, a equipe envolvida no contrato era formada por 15 advogados, além de outros três escritórios especializados contratados para atuar sob coordenação da banca.

O escritório informou que, durante o período do contrato, foram realizadas 94 reuniões de trabalho com representantes do banco, incluindo encontros presenciais na sede da instituição, reuniões com a presidência e videoconferências.

Entre os serviços citados estão elaboração de pareceres jurídicos, revisão de políticas internas, análise de procedimentos de compliance, consultoria regulatória e acompanhamento de investigações administrativas e judiciais envolvendo o banco.

O comunicado também afirma que foram produzidas dezenas de opiniões legais e relatórios relacionados a temas como mercado financeiro, proteção de dados, contratos, previdência e governança.

Prisão de Vorcaro reacendeu repercussão do caso Banco Master

A divulgação da nota ocorre após a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos no âmbito do caso Banco Master.

A ordem de prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF.

Vorcaro já havia sido preso em 2025, quando tentou embarcar para a Europa em avião particular, segundo a Polícia Federal, sob suspeita de tentativa de fuga.

Mensagens atribuídas a Moraes aumentaram pressão sobre investigação

A repercussão do caso Banco Master aumentou após reportagens divulgarem mensagens atribuídas a Vorcaro que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes antes da primeira prisão do banqueiro.

Segundo a publicação, os diálogos teriam sido obtidos a partir da perícia realizada pela Polícia Federal em aparelhos eletrônicos apreendidos durante a investigação.

Em nota, o STF informou que Moraes nega ter recebido as mensagens e classificou como falsa a informação de que houve contato entre o ministro e o empresário.

Crise do Banco Master levou à liquidação da instituição

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro do ano passado, após sinais de insolvência e questionamentos sobre a situação financeira da instituição.

O banco vinha oferecendo produtos com remuneração acima do padrão de mercado, especialmente certificados de depósito bancário (CDB), o que aumentou a desconfiança de investidores e de órgãos de controle.

Tentativas de venda da instituição, incluindo negociação com o Banco de Brasília, não avançaram, e o caso Banco Master passou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

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