Caso Master

Prisão de Daniel Vorcaro é primeira ação de Mendonça após assumir caso Banco Master

Ministro do STF autorizou nova fase da Operação Compliance Zero que levou à prisão do dono do Banco Master em investigação sobre fraudes financeiras

Ipolítica, com informações do g1

Prisão de Daniel Vorcaro é a primeira decisão de André Mendonça após assumir relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF.
Prisão de Daniel Vorcaro é a primeira decisão de André Mendonça após assumir relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. (Reprodução)

BRASÍLIA – A nova fase da Operação Compliance Zero, que determinou a volta do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à prisão nesta quarta-feira (4), foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Esta é a primeira ação sob relatoria de Mendonça no caso envolvendo o Banco Master. O ministro assumiu o processo no mês passado, após a saída de Dias Toffoli da condução das investigações.

O pedido de prisão foi feito pela Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República não chegou a se manifestar sobre a medida.

Nova fase da operação

Vorcaro foi preso em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Havia um mandado de prisão preventiva contra o banqueiro, que foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Segundo interlocutores, a Polícia Federal solicitou a prisão após identificar novos elementos no celular de Vorcaro.

O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão, mas ainda não foi localizado pelos agentes.

Nesta fase da investigação, a Polícia Federal apura crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

De acordo com os investigadores, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

Mandados e bloqueio de bens

A terceira fase da Operação Compliance Zero cumpre:

  • 4 mandados de prisão preventiva
  • 15 mandados de busca e apreensão
  • afastamento de investigados de cargos públicos
  • bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões

Entre os investigados afastados estão servidores do Banco Central do Brasil.

As ordens judiciais são cumpridas em São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a Polícia Federal, o nome da operação faz referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Mudança na relatoria

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações do caso Banco Master após reunião interna dos ministros do STF realizada em 12 de fevereiro de 2026.

O presidente da Corte, Edson Fachin, convocou o encontro para informar os colegas sobre um relatório da Polícia Federal que mencionava o nome de Toffoli a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro.

Após a reunião, os ministros divulgaram nota conjunta afirmando que não havia motivo jurídico para declarar suspeição e ressaltaram a “plena validade dos atos praticados por Toffoli”.

Mesmo assim, o próprio ministro solicitou a redistribuição do caso, citando “os altos interesses institucionais”.

Com a saída de Toffoli, o processo foi redistribuído pelo sistema interno do STF e sorteado para André Mendonça, que passou a conduzir todas as decisões relacionadas ao inquérito.

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