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Caso Marielle: STF absolve Rivaldo Barbosa de acusação de homicídio

Ex-chefe da Polícia Civil do RJ é condenado por obstrução de Justiça e corrupção, mas maioria entende que não há provas de que tenha planejado o assassinato.

ipolítica, com informações do g1

STF absolve Rivaldo Barbosa de acusação de homicídio.
STF absolve Rivaldo Barbosa de acusação de homicídio. (Thomaz Silva / Agência Brasil)

BRASIL - O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para absolver o ex-delegado Rivaldo Barbosa da acusação de planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Apesar da absolvição quanto ao homicídio, ele foi condenado pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção passiva.

A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que não há provas suficientes de que Barbosa tenha participado do planejamento e da execução dos assassinatos.

Absolvição por “dúvida razoável”

No julgamento do Caso Marielle, os ministros consideraram que as provas apresentadas não demonstraram de forma conclusiva o envolvimento direto de Rivaldo Barbosa no homicídio qualificado.

Ele foi absolvido com base no princípio da “dúvida razoável”.

Por outro lado, a maioria entendeu que há provas de que o ex-delegado atuou para:

  • Acobertar os responsáveis pelo crime;
  • Redirecionar as investigações;
  • Impedir a elucidação do caso;
  • Receber vantagem indevida para atrapalhar a apuração.

“A atuação do Rivaldo para acobertar, redirecionar, impedir a elucidação do crime me parece que haja provas contundentes”, afirmou Cármen Lúcia durante o julgamento.

Entendimento da PGR e divergência parcial

A turma do STF acolheu parcialmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No mesmo julgamento, foram condenados como mandantes do assassinato os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. A divergência dos ministros ocorreu apenas em relação ao enquadramento de Rivaldo Barbosa no crime de homicídio.

Prisão e atuação na Polícia Civil

Rivaldo Barbosa foi preso em março de 2024. À época do atentado, ele havia sido nomeado chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro um dia antes do crime. Antes disso, comandou a Divisão de Homicídios.

Quando foi detido, exercia a função de coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição.

Defesa contesta condenações

Em nota, a defesa afirmou que respeita a decisão do STF, mas discorda da condenação por corrupção e obstrução de Justiça.

Segundo o advogado, não há nos autos provas que sustentem esses crimes e a equipe jurídica aguarda a publicação do acórdão para avaliar os recursos cabíveis.

O julgamento marca mais um capítulo do Caso Marielle, que segue sendo um dos processos criminais de maior repercussão no país.

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