Decisão do STF

Moraes arquiva investigação contra Zambelli por obstrução e coação

PGR aponta falta de provas e ministro do STF encerra apuração sobre suspeita de obstrução e coação.

Ipolítica, com informações de Agência Brasil

Atualizada em 18/02/2026 às 17h19
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). (Reprodução)

BRASIL - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de investigação aberta contra a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes para apresentar denúncia contra a ex-parlamentar.

“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.

Investigação foi aberta após declarações públicas

A apuração teve início em junho do ano passado, depois que Zambelli declarou, em entrevista, que pretendia permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo do presidente Donald Trump.

Na ocasião, ela também afirmou que adotaria o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para a “prática de condutas ilícitas”. O inquérito foi instaurado antes da prisão da ex-deputada na Itália.

Com o arquivamento de investigação, o caso é formalmente encerrado no âmbito do STF.

Prisão na Itália e pedido de extradição

Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, após deixar o Brasil. Ela possui dupla cidadania e buscava asilo político em território italiano.

A saída do país ocorreu após condenação no STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), registrada em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli teria sido a autora intelectual da invasão, que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O ataque cibernético foi executado por Walter Delgatti, que confirmou ter realizado o ato a mando da então parlamentar.

Após a prisão, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada. A decisão final sobre o pedido deverá ser tomada pela Justiça italiana em audiência prevista para as próximas semanas.

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