BRASIL - A pré-candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal foi evitada pela própria ex-primeira-dama, que afirmou que sua prioridade segue sendo o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília, e a filha do casal.
Nas redes sociais, Michelle Bolsonaro disse receber com “carinho as manifestações do povo brasiliense”, mas não confirmou que disputará o cargo.
“Como tudo na minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas”, escreveu.
Declaração contraria fala de Flávio
A manifestação ocorre dois dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, afirmar em entrevista que Michelle disputaria uma vaga ao Senado pelo DF.
Segundo Flávio, cada integrante da família ajudaria na campanha presidencial “dentro da sua área e na internet”. A fala reforçou a leitura de que a pré-candidatura de Michelle Bolsonaro estaria definida, o que foi relativizado pela ex-primeira-dama.
Michelle também destacou que Bolsonaro está “com a saúde debilitada desde 2018” e afirmou que sua principal preocupação é concentrar esforços nos cuidados com o ex-presidente. Ela agradeceu ainda ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pela compreensão quanto ao período de licença da presidência do PL Mulher.
Divergências internas na família
O episódio se soma a outros momentos de tensão envolvendo Michelle e os filhos do ex-presidente.
Entre os principais impasses recentes estão:
Mal-estar após prisão
Após a prisão preventiva de Bolsonaro, em novembro, a escolha de Flávio como porta-voz da família gerou desconforto. Michelle teria se queixado de não ter sido consultada, já que era a única da família que mantinha contato direto com o ex-presidente naquele momento.
Aliança no Ceará
Em dezembro, Michelle se posicionou contra a aproximação de bolsonaristas no Ceará com o ex-presidenciável Ciro Gomes. A postura provocou críticas públicas de Flávio e de outros filhos do ex-presidente. Posteriormente, o senador afirmou ter pedido desculpas e reforçado que decisões seriam tomadas em conjunto.
Santa Catarina e Carlos Bolsonaro
A ex-primeira-dama também defendeu a candidatura da deputada Caroline de Toni ao Senado em Santa Catarina, após a parlamentar perder espaço na chapa do governador para dar lugar ao vereador Carlos Bolsonaro (PL).
Proximidade com Tarcísio
Em janeiro, Michelle foi alvo de críticas de aliados de Flávio após “curtir” um comentário em que a esposa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sugeria que ele seria o “novo CEO” do Brasil. A interação foi interpretada como sinalização política alternativa dentro do campo da direita.
Embora evite confirmar oficialmente a pré-candidatura de Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama segue sendo considerada um dos principais ativos eleitorais do PL no Distrito Federal, enquanto o cenário interno da família Bolsonaro permanece marcado por divergências estratégicas.
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