Decisão Judicial

Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar humanitária ao STF

Advogados alegam risco de morte e defendem que prisão domiciliar humanitária é necessária para garantir tratamento adequado

Ipolítica, com informações do g1

Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar.
Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar. (Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

BRASIL - A defesa de Bolsonaro voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando risco à saúde do ex-presidente, que cumpre pena no presídio da Papudinha, em Brasília.

O novo pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (11). Segundo os advogados, Bolsonaro apresenta multimorbidade crônica, com problemas cardíacos, respiratórios e sequelas de cirurgias abdominais, o que exigiria acompanhamento médico permanente fora do ambiente prisional.

A solicitação ocorre após laudo da Polícia Federal (PF) concluir que a unidade prisional possui condições adequadas para a custódia.

Defesa de Bolsonaro reforça pedido de prisão domiciliar humanitária

Na petição, os advogados afirmam que, apesar das adaptações feitas no presídio, a estrutura não garante tratamento contínuo nem resposta imediata a possíveis intercorrências clínicas.

Entre os principais argumentos apresentados para a prisão domiciliar humanitária, estão:

  • Necessidade de monitoramento médico ininterrupto;
  • Uso contínuo de CPAP para apneia grave;
  • Dieta fracionada em seis refeições diárias;
  • Risco de obstrução intestinal súbita;
  • Necessidade de fisioterapia específica, inclusive no período noturno.

A defesa sustenta que o ambiente carcerário impõe limitações estruturais que comprometem a evolução clínica do ex-presidente.

Laudo da PF e contrapontos da defesa

Laudo elaborado pela Polícia Federal apontou que a Papudinha dispõe de protocolos de pronta resposta e estrutura compatível com o quadro apresentado.

O próprio Bolsonaro declarou anteriormente que as condições da cela são melhores do que em outras unidades onde esteve custodiado.

Ainda assim, os advogados afirmam que a manutenção de estrutura emergencial permanente — como UTI móvel e médico exclusivo nas proximidades — demonstraria que o local não oferece segurança adequada para um paciente com “fragilidade clínica”.

Caso Collor é citado como precedente

No pedido de prisão domiciliar humanitária, a defesa também cita o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo os advogados, o STF já concedeu benefício semelhante a réus com quadro de saúde delicado, defendendo a aplicação do princípio da isonomia.

Para a defesa de Bolsonaro, a concessão da prisão domiciliar humanitária não configuraria privilégio, mas aplicação de entendimento já adotado pela Corte em situações de risco à saúde.

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não decidiu sobre o novo pedido.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.