decisão do stf

Dino libera emendas a deputados que assumiram vagas de Ramagem e Eduardo Bolsonaro

Decisão do STF autoriza novos parlamentares a controlar emendas individuais no Orçamento de 2026 após perda de mandato dos antecessores.

Ipolítica, com informações de O Globo

Dino libera emendas a deputados que assumiram vagas de Ramagem e Eduardo Bolsonaro.
Dino libera emendas a deputados que assumiram vagas de Ramagem e Eduardo Bolsonaro. (Sophia Santos / STF)

BRASIL - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (3) que deputados que assumiram os mandatos de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro passem a controlar as emendas individuais vinculadas às vagas ocupadas por eles no Orçamento de 2026.

Com a decisão, os parlamentares Missionário José Olímpio (PL-SP) e Dr. Flávio (PL-RJ), atuais titulares das cadeiras, ficam liberados para indicar beneficiários e remanejar recursos das emendas que haviam sido apresentadas quando Ramagem e Eduardo Bolsonaro ainda figuravam formalmente como deputados.

Entendimento do STF sobre exercício do mandato

Ao analisar o caso, Flávio Dino reiterou o entendimento do STF de que a apresentação de emendas parlamentares pressupõe o exercício efetivo do mandato, com atuação institucional regular.

Segundo o ministro, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem não atendiam a esse requisito durante a tramitação do Orçamento de 2026, já que ambos se encontravam fora do país — e, no caso de Ramagem, havia ainda uma condenação criminal com perda do mandato.

Prejuízo aos novos deputados e às populações representadas

Apesar disso, Dino avaliou que manter o bloqueio integral das emendas causaria prejuízo desproporcional não apenas aos deputados que assumiram posteriormente, mas também às populações representadas.

Para evitar esse impacto, o ministro aplicou por analogia um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que permite a substituição do autor da emenda em caso de mudança de titularidade do mandato.

Na decisão, Dino também apontou que a demora da Câmara dos Deputados em formalizar a perda dos mandatos contribuiu para a distorção no processo orçamentário.

Segundo o ministro, os suplentes “em verdade já deveriam ter sido os autores das indicações”, não fosse a procrastinação administrativa.

Autonomia dos novos parlamentares

Com o desbloqueio, Flávio Dino deixou claro que os deputados que assumiram os mandatos:

  • Não ficam vinculados às indicações feitas pelos ex-parlamentares
  • Podem redefinir livremente os destinos das emendas
  • Terão os procedimentos regulados pela Câmara dos Deputados
Caso Carla Zambelli tem decisão diferente

O ministro reconheceu situação distinta no caso da ex-deputada Carla Zambelli. Dino negou o pedido para que o suplente pudesse apresentar emendas relativas ao mandato.

Segundo ele, nenhuma emenda foi apresentada dentro do prazo legal, e reabrir o período de indicação violaria o princípio do planejamento orçamentário, que estrutura o ciclo fiscal.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.