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Fachin diz que código de conduta é medida de defesa para o STF

Presidente do Supremo afirma que regras éticas fortalecem a instituição e evitam interferências externas no funcionamento da Corte.

Ipolítica, com informações do Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. (Gustavo Moreno / STF)

BRASIL - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a adoção de um código de conduta para os integrantes da Corte representa uma medida de defesa institucional e um avanço no amadurecimento do tribunal. A declaração foi dada em entrevista ao Estadão

Segundo Fachin, o debate interno sobre a criação de um código de conduta no STF já começou, mas ainda depende de consenso entre os ministros quanto à necessidade e ao momento adequado para sua implementação.

“Um código de conduta é uma medida de defesa do próprio tribunal e é uma evolução desse aprendizado institucional”, afirmou o presidente do STF.

Logo no início da entrevista, Fachin ressaltou que a decisão passa por duas questões centrais: a necessidade do código e a viabilidade de sua adoção neste momento.

Debate interno sobre código de conduta

De acordo com o ministro, há divergências entre os integrantes da Corte. Parte dos ministros entende que o código de conduta é necessário, mas avalia que o momento não seria adequado por se tratar de um ano eleitoral.

Fachin reconheceu que esse argumento possui fundamento, mas ponderou que o Brasil vive constantemente sob ciclos eleitorais.

“Se esse for o argumento, o Brasil entra ano, sai ano, vive um momento eleitoral”, destacou.

Experiência internacional é referência

O presidente do STF afirmou que a criação de um código de conduta segue uma tendência observada em tribunais constitucionais de outros países, que adotaram regras éticas muitos anos após sua criação.

Entre os exemplos citados estão:

  • Tribunal Constitucional Federal da Alemanha (2017);
  • Suprema Corte do Canadá (2019);
  • Suprema Corte dos Estados Unidos (2023);
  • Supremo Tribunal de Justiça de Portugal (2025).

Para Fachin, essas experiências reforçam que o STF alcançou maturidade institucional suficiente para avançar nesse debate.

Loman não é suficiente, avalia Fachin

Alguns ministros argumentam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) já estabelece normas de conduta suficientes. Fachin reconheceu a validade do argumento, mas disse discordar dessa posição.

Segundo ele, as consultas realizadas indicam que não há maioria contrária à criação do código, embora exista resistência quanto ao momento de sua adoção.

Implementação deve ser gradual

Apesar de defender a urgência do debate, Fachin afirmou que a medida não deve ser adotada de forma precipitada. O presidente do STF destacou que a discussão precisa ser conduzida com cautela e diálogo interno.

“Nós temos pressa, mas vamos devagar”, afirmou, ao comentar o ritmo das discussões sobre o código de conduta do STF.

A expectativa é de que o tema continue sendo debatido ao longo dos próximos meses no âmbito da Suprema Corte.

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