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Toffoli determina bloqueio de patrimônio de Nelson Tanure em investigação sobre o Banco Master

Toffoli determinou o bloqueio de bens de Nelson Tanure em investigação sobre fraudes no Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Ipolítica, com informações de O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli (Andressa Anholete / STF)

BRASIL - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio do empresário Nelson Tanure, em decisão assinada no dia 6 de janeiro e que tramitava sob sigilo até a última sexta-feira (16). A medida integra a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master.

A decisão autorizou o sequestro e o bloqueio de bens de 38 investigados, em valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Operação investiga fraudes no Banco Master

A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), apura indícios de crimes como:

  • gestão fraudulenta de instituição financeira;
  • induzimento de investidores em erro;
  • uso de informação privilegiada;
  • manipulação de mercado;
  • lavagem de dinheiro.

No despacho, Toffoli afirma que Nelson Tanure é apontado como beneficiário final de estruturas societárias ligadas ao Banco Master, com atuação por meio de fundos de investimento e operações entre partes relacionadas.

Decisão cita influência indireta de Tanure

Em trecho da decisão, o ministro destaca que Tanure seria beneficiário final da Lormont Participações S.A., cujas operações concentraram quase toda a carteira de um fundo ligado ao banco investigado.

Segundo o magistrado, os elementos reunidos pela PF indicam que o empresário exerceria influência indireta sobre o Banco Master, motivo pelo qual determinou o bloqueio de bens em volume semelhante ao imposto a Daniel Vorcaro, apontado oficialmente como controlador da instituição.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de Nelson Tanure afirmou que o empresário não possui qualquer relação societária com o Banco Master, declarando que foi apenas cliente da instituição nos últimos anos.

Ainda segundo os advogados, as investigações devem comprovar a inexistência de prática ilícita envolvendo Tanure e sua atuação no mercado financeiro.

Investigações se arrastam desde 2024

Como já havia sido revelado em apurações anteriores, Tanure é investigado pela PF desde 2024 por suspeitas de atuar como controlador de fato do Banco Master — acusação que ele nega.

O banco teve sua liquidação decretada pelo Banco Central, e Daniel Vorcaro chegou a ser preso em novembro, sendo posteriormente solto.

Transações levantaram suspeitas

Entre os pontos que chamaram a atenção dos investigadores está o investimento da construtora Gafisa, da qual Tanure é acionista relevante, no fundo imobiliário Brazil Realty, alvo de apuração da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entre 2019 e 2022, a Gafisa manteve R$ 325,6 milhões aplicados no fundo, cujas operações são investigadas por possíveis fraudes envolvendo executivos ligados a Vorcaro.

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