Mercosul-UE

Acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor no segundo semestre, diz Alckmin

Vice-presidente afirma que tratado será assinado neste sábado e destaca impacto econômico e comercial

Paula Laboissière/Agência Brasil

O ministro classificou o acordo Mercosul-UE como o maior tratado comercial já firmado entre blocos econômicos
O ministro classificou o acordo Mercosul-UE como o maior tratado comercial já firmado entre blocos econômicos (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que o acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano, após a assinatura e a aprovação legislativa nos países envolvidos.

A declaração foi feita durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo Alckmin, o tratado, negociado há cerca de 25 anos, finalmente será formalizado neste sábado (17).

“É um acordo que, há 25 anos, era trabalhado, mas nunca saía. Finalmente, [será] assinado no sábado”, afirmou o vice-presidente.

Tramitação do acordo Mercosul-UE

De acordo com Alckmin, após a assinatura, o texto passará pelo Parlamento Europeu e, posteriormente, pelo Congresso Nacional no Brasil para ser internalizado na legislação brasileira.

“Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, explicou.

Maior acordo entre blocos do mundo

O ministro classificou o acordo Mercosul-UE como o maior tratado comercial já firmado entre blocos econômicos. Segundo ele, o acordo envolve cerca de 720 milhões de pessoas e um mercado estimado em US$ 22 trilhões.

“São cinco países no Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, agora, a Bolívia) e a União Europeia, com 27 países dos mais ricos do mundo”, destacou.

Impacto no comércio e na economia

Alckmin ressaltou que o acordo prevê a redução e eliminação de tarifas, ampliando o comércio entre os blocos, mas com regras definidas. Para o vice-presidente, a medida deve beneficiar empresas, consumidores e o mercado de trabalho.

“Isso significa comércio: vamos vender mais para eles. Zerar a tarifa, então você tem livre comércio – mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles”, afirmou.

Segundo o ministro, o aumento do comércio exterior impacta diretamente a geração de empregos. “Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade. Comércio exterior, hoje, é emprego na veia. Tem determinadas empresas que, se não exportarem, elas fecham. O mercado interno não é suficiente”, completou.

Exemplo de multilateralismo

O vice-presidente também avaliou que o acordo representa um exemplo positivo em um cenário internacional marcado por instabilidade política e conflitos geopolíticos.

“Em um momento de instabilidade política, de geopolítica com guerras em vários lugares, de protecionismo exacerbado, você dá o exemplo de que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter livre comércio”, afirmou Alckmin.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.