CASO EM BALSAS

Quem é Lea Reis, influenciadora que denunciou agressão e transfobia em bar no Maranhão

Com mais de 310 mil seguidores, influenciadora cearense de 29 anos afirma ter sido agredida durante passagem por Balsas. Polícia investiga o caso e analisa se houve motivação transfóbica.

Imirante.com

- Atualizada em 10/08/2026 às 12h58
Influenciadora cearense Lea Reis denunciou ter sofrido transfobia neste sábado (8), em um bar no interior do Maranhão.
Influenciadora cearense Lea Reis denunciou ter sofrido transfobia neste sábado (8), em um bar no interior do Maranhão.

BALSAS – A influenciadora digital Lea Reis, que denunciou ter sido vítima de transfobia após ser agredida por uma mulher em um bar de Balsas, no sul do Maranhão, possui mais de 310 mil seguidores nas redes sociais. Natural de Iracema, no interior do Ceará, ela estava na cidade maranhense no sábado (8), quando ocorreu a agressão.

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Lea Chaves Gomes Reis, de 29 anos, é uma mulher trans que compartilha parte da rotina com os seguidores. Nas redes sociais, publica fotos e vídeos de viagens, eventos, encontros com amigos e familiares, além de conteúdos bem-humorados sobre situações do cotidiano.

Leia também: Influenciadora Lea Reis relata agressão em bar de Balsas; polícia investiga se houve transfobia

Após deixar Iracema, no Ceará, Lea se mudou para o estado de São Paulo. Além dos registros pessoais, a influenciadora também utiliza as redes para abordar questões relacionadas à transfobia e relatar situações de preconceito enfrentadas por mulheres trans.

Em março deste ano, Lea publicou um vídeo no qual comentou mensagens negativas que recebia de algumas mulheres nas redes sociais.

“Eu vejo alguns comentários de algumas mulheres nos meus posts, sempre tentando me colocar pra baixo. ‘Ai, você nunca vai ser mulher, você não nasceu biologicamente mulher, nunca vai ser uma de nós’. Gente, eu sei, tá? Eu não nasci biologicamente mulher, isso não me invalida”, declarou na ocasião.

Influenciadora perdeu o irmão no início do ano

Em janeiro deste ano, Lea enfrentou a morte do irmão, Leonardo Chaves da Silva, assassinado aos 33 anos em Iracema, no Ceará.

Leonardo foi baleado após parar uma motocicleta em uma rua da cidade para utilizar o celular. Segundo as informações do caso, ele foi surpreendido por um homem que estava em outra motocicleta e efetuou mais de 20 disparos.

Lea denuncia agressão em bar de Balsas

No domingo (9), Lea Reis divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido vítima de transfobia durante uma agressão ocorrida em um bar de Balsas, no sul do Maranhão.

No relato, a influenciadora aparece abalada e afirma que recebeu socos no rosto sem compreender inicialmente o motivo da agressão.

“Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida”, afirmou.

Lea estava em Balsas para participar do casamento de uma amiga. Após a cerimônia, ela seguiu para o estabelecimento onde o episódio aconteceu.

No vídeo publicado nas redes sociais, Lea mostra a roupa que usava naquela noite e relata que foi abordada repentinamente pela mulher apontada como autora da agressão.

Segundo a influenciadora, ela recebeu dois socos na região da boca e percebeu, logo depois, que estava sangrando. Lea afirmou ainda que suas mãos ficaram ensanguentadas e que outras pessoas que estavam no bar se aproximaram para ajudá-la.

Ela também declarou que não conhecia a mulher envolvida no episódio nem as pessoas que estavam com ela. A influenciadora pediu que o caso fosse esclarecido pelas autoridades e registrou um boletim de ocorrência no domingo (9).

Mulher apresenta outra versão sobre episódio

Apontada como autora das agressões, a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, apresentou uma versão diferente sobre o ocorrido.

Por meio de nota, ela afirmou que teria reagido após ela e o marido serem vítimas de uma suposta importunação sexual.

Em entrevista à TV Mirante, entretanto, a delegada Ana Marisa Barbat afirmou que as imagens das câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil não mostram uma interação anterior que sustente essa versão.

“Esse fato não procede. Isso não é verdade. As imagens são muito claras e revelam exatamente o contrário: que a vítima não provocou, não teve nenhuma manifestação prévia que desse ensejo ou motivasse aquela que seria uma reação à agressão”, afirmou a delegada.

Polícia ainda investiga possível motivação transfóbica

De acordo com a delegada, as imagens analisadas pela polícia confirmam a agressão física contra Lea Reis. A investigação, no entanto, ainda busca esclarecer a motivação do ataque.

Até o momento, segundo Ana Marisa Barbat, os elementos reunidos não são suficientes para determinar se a agressão foi motivada por transfobia.

“Até o momento, com os elementos informativos colhidos, não é possível definir se houve transfobia ou não por parte da autora das lesões. Ainda não é possível identificar. A investigação seguirá com o delegado responsável, que vai apurar os fatos para verificar se houve ou não transfobia”, explicou.

O caso seguirá sob investigação para esclarecer as circunstâncias da agressão e verificar se houve motivação discriminatória.

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