Antes do desaparecimento

Vídeo de Allan Michael dançando reggae emociona; menino e irmã seguem desaparecidos

As buscas por Allan Michael e Ágata Isabelle continuam, e o caso mobiliza forças de segurança e a comunidade local.

Imirante.com

Atualizada em 14/01/2026 às 10h09

BACABAL - Um vídeo que mostra o pequeno Allan Michael dançando reggae tem chamado a atenção nas redes sociais. Com passos espontâneos e cheios de carisma, o menino aparece curtindo o som.

A música que embala o vídeo é conhecida nas radiolas maranhenses como “Melô de Injusto”, um remix em versão reggae da canção “People Help the People”, da cantora britânica Birdy.

Menino e irmã estão desaparecidos há 11 dias

Allan Michael, de quatro anos, e Ágata Isabelle, de cinco anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)
Allan Michael, de quatro anos, e Ágata Isabelle, de cinco anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)

Allan Michael, de quatro anos, e a irmã Ágata Isabelle, de seis, seguem desaparecidos desde a tarde de domingo (4), após saírem para brincar em uma área de mata no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, localizado na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Segundo informações repassadas às autoridades, as crianças foram vistas pela última vez quando se afastaram de casa para brincar próximo à área de vegetação. Desde então, equipes de busca atuam na região com apoio de moradores e voluntários.

Criança encontrada em Bacabal

Três dias após o desaparecimento, o primo deles, Anderson Kauã, de oito anos, que também havia sumido, foi encontrado por produtores rurais da região. Ele estava nu e fragilizado.

Anderson foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde permanece internado, recebendo acompanhamento médico e psicológico. O estado de saúde da criança não foi detalhado.

As buscas por Allan Michael e Ágata Isabelle continuam, e o caso mobiliza forças de segurança e a comunidade local.

“É uma dor que não desejo para ninguém”, diz mãe de crianças desaparecidas

Pela primeira vez desde o sumiço das crianças, a mãe, Clarice Cardoso, falou publicamente sobre a dor de esperar por notícias que possam levar ao reencontro com os filhos.

“Eu só espero que encontrem meus filhos. Se alguém pegou, quero saber quem foi e por quê. É isso que passa na minha cabeça o tempo todo”, desabafou.

Questionada sobre a possibilidade de as crianças estarem na mata, Clarice afirmou que não sabe o que pensar. Segundo ela, buscas já foram feitas em várias áreas da zona rural do município, mas nenhuma pista foi encontrada até o momento. Mais de 600 agentes de segurança e voluntários participam das buscas.

“Eu não sei. Já procuraram em todas as áreas ao redor e não encontraram nada”, lamentou.

O impacto emocional tem sido profundo. Clarice contou que enfrenta dificuldades para dormir e se alimentar, precisando recorrer a medicação para conseguir descansar. “Tem sido muito difícil. Precisei tomar remédio para dormir, não conseguia comer. É uma dor que não desejo para ninguém”, disse, emocionada.

Linhas de investigação

De acordo com o delegado-adjunto de Apoio Operacional, Éderson Martins, a principal linha de investigação segue sendo o desaparecimento das crianças. No entanto, outras hipóteses não foram descartadas e continuam sendo analisadas pela Polícia Civil.

Força-tarefa com mais de 600 pessoas

A operação ganhou reforço no fim de semana e conta com mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários.

A força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) mobiliza policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Inteligência, Perícia Oficial, equipes da Prefeitura de Bacabal, por meio da Guarda Municipal, Defesa Civil e homens do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro.

Como é a região onde se concentram as buscas pelas crianças

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.