Desaparecimento em Bacabal

Bombeiros e cães farejadores do Pará e do Ceará reforçam buscas por crianças desaparecidas em Bacabal

Os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michel estão sendo procurados há 11 dias.

Imirante.com

Bombeiros e cães farejadores do Ceará vão auxiliar buscas em Bacabal.
Bombeiros e cães farejadores do Ceará vão auxiliar buscas em Bacabal. (Divulgação / CBMCE)

BACABAL - O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), utilizou as redes sociais para informar que 12 bombeiros e seis cães farejadores, vindos dos estados do Pará e do Ceará, vão reforçar as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michel, que estão desaparecidos há 11 dias no município de Bacabal, a 240 km de São Luís. Além de agradecer à cooperação dos governadores Helder Barbalho, do Pará, e Elmano de Freitas, do Ceará, Brandão disse que essa iniciativa vai fortalecer o trabalho das equipes na busca pelas duas crianças.

"Recebemos o apoio de sete bombeiros e dois cães farejadores vindos do Pará, além de cinco bombeiros e quatro cães farejadores do Ceará, para reforçar as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michel. É uma união de esforços para ampliar as frentes de trabalho e fortalecer a atuação das equipes em campo. Agradeço aos profissionais e aos governadores Helder Barbalho e Elmano de Freitas pela solidariedade e cooperação", afirmou o governador.

Varredura em lago

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) iniciou, no fim da manhã desta quarta-feira (14), uma nova fase das buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal. Quatro mergulhadores começaram uma varredura no lago Limpo, em busca de vestígios dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 11 dias no interior do Maranhão.

Lago Limpo é ponto estratégico da operação

O lago Limpo é o local por onde as crianças teriam passado enquanto estavam perdidas na mata. As informações foram dadas pelo menino Anderson Kauan, que havia desaparecido junto com Ágatha e Allan, mas foi achado no dia 7 de janeiro. A criança relatou que deixou os primos próximo ao lago e saiu para buscar ajuda.

“Estamos aqui com quatro mergulhadores fazendo a varredura, o pente fino na lagoa Limpa, com o objetivo de tirar qualquer dúvida que as crianças se afogaram aqui no rio. Se caso as crianças tenham se afogado, nossa equipe irá, com certeza, encontrar os corpos. Então o objetivo é esse fazer o pente fino, a varredura geral aqui na lagoa para poder identificar qualquer tipo de vestígio em relação às crianças”, explicou o coronel Hélio do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Continuidade das buscas

De acordo com o coronel Hélio, além da varredura subaquática, várias equipes continuam atuando em diferentes pontos da região.

“Até o momento não conseguimos mais nenhum tipo de vestígio relacionado às duas crianças desaparecidas, mas nossas equipes estão em campos, a todo vapor, com o objetivo de encontrar qualquer tipo de vestígio em relação às crianças”, afirmou o coronel do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Aplicativo possibilita o registro da área vasculhada

De acordo com o major, as equipes utilizam um sistema que registra todos os locais já percorridos. Cada operador carrega um celular com um aplicativo de geolocalização que marca automaticamente o trajeto feito, permitindo um controle detalhado da área já vasculhada.

O terreno foi dividido em 45 quadrantes, e cada equipe é responsável por um deles. Enquanto parte dos agentes percorre trilhas principais, outros entram em áreas de mata fechada, com vegetação densa e de difícil acesso.

Ainda segundo as forças de segurança, uma grande parte da região já foi analisada, com o apoio de voluntários, que reforçam o trabalho no local.

Cerca de 500 pessoas participam das buscas, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários.

O trabalho segue com atenção especial às áreas mais difíceis de acessar. Até o momento, não foram encontrados vestígios das crianças nesta etapa das buscas.

Perícia e investigação paralela

Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11).

A equipe multidisciplinar do IPCA conta com psicólogo e assistente social, responsáveis por perícias psicológicas e sociais e por ouvir familiares das crianças. O menino de 8 anos que estava com elas no dia do desaparecimento já foi ouvido pelo instituto.

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