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Força-tarefa ampliada atua no 9º dia de buscas por duas crianças em Bacabal

Os irmãos Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, permanecem desaparecidos. Peritos do IPCA também acompanham o caso.

Imirante.com

Atualizada em 12/01/2026 às 10h46
Buscas por crianças entram no 9º dia em Bacabal. (Foto: Reprodução/CBMMA)
Buscas por crianças entram no 9º dia em Bacabal. (Foto: Reprodução/CBMMA)

BACABAL - As buscas por Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, entraram no nono dia nesta segunda-feira (12), em Bacabal, no interior do Maranhão. A operação ganhou reforço e conta agora com mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários.

Peritos do IPCA acompanham buscas em Bacabal

Nesse domingo (11), quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram ao município para acompanhar o caso. A equipe é formada por psicólogo e assistente social, que realizam perícias psicológica e social, além de ouvir parentes das crianças.

O menino Anderson Kauã também deverá ser ouvido pelo IPCA, assim que houver autorização dos órgãos de proteção à criança e ao adolescente. 

Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)
Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)

“Só vamos parar quando encontrarmos as duas crianças”, diz coronel da PMMA

De acordo com o coronel Wallace Amorim, comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, as buscas seguem sem previsão de encerramento. “Só vamos parar quando encontrarmos as duas crianças que estão faltando”, afirmou. Segundo ele, a força-tarefa conta, inclusive, com militares que estavam de férias ou de folga.

A repórter Regina Souza, da TV Mirante, acompanha de perto as buscas pelas duas crianças desaparecidas em Bacabal. Assista:

Como é a região onde se concentram as buscas pelas crianças

As equipes enfrentam áreas de difícil acesso, com vegetação fechada, espinhos, regiões alagadas, rios e lagos. Militares do Corpo de Bombeiros avançam por terrenos considerados de alto risco. Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), as equipes atuam em uma área de transição entre vegetação alta e baixa.

Durante as buscas noturnas, os bombeiros utilizam drones com câmera térmica, tecnologia capaz de identificar seres vivos por meio da variação de temperatura. "É uma mata fechada. Do helicóptero, lá de cima, não tem como visualizar. É um ambiente inóspito. A gente encontrou muitas armadilhas”, afirmou o comandante da PM-MA, coronel Wallace Amorim.

Comunidade mobilizada: centenas ajudam nas buscas por crianças desaparecidas em Bacabal (MA). Foto: Reprodução/ TV Mirante
Comunidade mobilizada: centenas ajudam nas buscas por crianças desaparecidas em Bacabal (MA). Foto: Reprodução/ TV Mirante

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que a força-tarefa mobiliza mais de 500 agentes, entre policiais civis, policiais militares, bombeiros, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), setores de inteligência e perícia oficial. Também participam equipes da Prefeitura de Bacabal, por meio da Guarda Municipal e da Defesa Civil, além de militares do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro.

Área de aproximadamente 15 km², marcada por vegetação fechada, pastos e açudes. (Foto: reprodução)
Área de aproximadamente 15 km², marcada por vegetação fechada, pastos e açudes. (Foto: reprodução)

As buscas ocorrem de forma ininterrupta, por terra e pelo ar, com apoio de aeronaves, drones, cães farejadores e equipes especializadas. Voluntários da comunidade local e de cidades vizinhas também ajudam na operação.

Mateiros e caçadores da região auxiliam na orientação das equipes externas, enquanto o Cosar, tropa especializada da PM, atua inclusive no período noturno.

Criança resgatada segue em recuperação

Na última quarta-feira (7), Wanderson Kauã foi encontrado após passar quatro dias desaparecido na zona rural de Bacabal. Ele foi localizado no povoado Santa Rosa, próximo ao quilombo São Sebastião dos Pretos, mesma região onde ocorreu o desaparecimento. Segundo a polícia, a distância entre os dois pontos é de cerca de quatro quilômetros em linha reta.

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