“A angústia só aumenta”, diz avó

Família vive angústia após nove dias sem pistas de crianças desaparecidas em Bacabal

Irmãos de 5 e 4 anos estão desaparecidos há nove dias; familiares descrevem rotina de aflição e esperança

Imirante.com, com informações da TV Mirante

Atualizada em 12/01/2026 às 17h39
Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)
Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)

BACABAL -A família dos irmãos Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, que estão desaparecidos há nove dias em Bacabal, interior do Maranhão, enfrenta diariamente a angústia de não ter nenhuma nova pista sobre o paradeiro das crianças.

Perfis das crianças

Segundo familiares, Ágatha Isabelle é descrita como carinhosa, estudiosa e inteligente e muito cuidadosa com o irmão mais novo.

Já Allan Michael é lembrado como afetuoso e apaixonado por brincadeiras.

Angústia da família

A avó das crianças, Francisca Cardoso, relatou que a aflição aumenta principalmente ao anoitecer, quando mais uma longa noite de buscas se inicia sem respostas.

“Me dá aquela angústia, principalmente quando vai dando 17h, já chega a noite a gente vai ficando lá embaixo. Não tem como, a gente não sabe nem o que fazer”, diz a avó.

Força-tarefa ampliada atua no 9º dia de buscas

As buscas por Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, entraram no nono dia nesta segunda-feira (12), em Bacabal, no interior do Maranhão. A operação ganhou reforço e conta agora com mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários.

De acordo com o coronel Wallace Amorim, comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, as buscas seguem sem previsão de encerramento. “Só vamos parar quando encontrarmos as duas crianças que estão faltando”, afirmou. Segundo ele, a força-tarefa conta, inclusive, com militares que estavam de férias ou de folga.

Buscas por crianças entram no 9º dia em Bacabal. (Foto: Reprodução/CBMMA)
Buscas por crianças entram no 9º dia em Bacabal. (Foto: Reprodução/CBMMA)

“Militarismo não trabalha, somos vocacionados. Muitos policiais aqui estão de férias, licença prêmio, na sua folga, indo para ajudar. Assim como a sociedade local, que acompanha aqui dentro dos matos. A gente encontra muita gente a pé, a cavalo, de moto”, destacou o comandante da PM-MA.

Peritos do IPCA acompanham buscas em Bacabal

Nesse domingo (11), quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram ao município para acompanhar o caso. A equipe é formada por psicólogo e assistente social, que realizam perícias psicológica e social, além de ouvir parentes das crianças.

O menino Anderson Kauã também deverá ser ouvido pelo IPCA, assim que houver autorização dos órgãos de proteção à criança e ao adolescente. 

Mais de 600 pessoas atuam nas buscas

A força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) mobiliza mais de 500 agentes, entre policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Inteligência, Perícia Oficial, equipes da Prefeitura de Bacabal, por meio da Guarda Municipal, Defesa Civil e homens do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro.

Há, ainda, a participação de voluntários da comunidade local e regiões vizinhas. Ao todo, mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários, buscam pelos irmãos, de acordo com informações oficiais da Segurança Pública do Maranhão.

As equipes se concentram em uma área onde há um lago de 800 metros, região onde roupas de Anderson Kauã, de 8 anos, foram achadas na quinta-feira (8). Além dos objetos encontrados, o relato do menino também levou a crer que os irmãos possam estar na região.

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