ATUALIDADES

Câncer de intestino cresce entre pessoas jovens; saiba como prevenir

Médica alerta para sinais de alarme e desmistifica tabus sobre exames de prevenção intestinal

Mirante News FM

- Atualizada em 23/10/2026 às 14h10
Rebecca Neponucena em entrevista ao Atualidades, com Marcelo Rodrigues e Anna Clara Dias.
Rebecca Neponucena em entrevista ao Atualidades, com Marcelo Rodrigues e Anna Clara Dias. (Wesly Lima/Mirante News FM)

SÃO LUÍS – O diagnóstico de câncer intestino entre adultos com menos de 50 anos tem crescido e levantado preocupações sobre a prevenção primária e o rastreamento precoce. A luta contra a doença ganhou grande repercussão recente com a morte da atriz ex-Rebelde Brasil, Lua Branco, em decorrência de complicações do câncer. Além dela, nos últimos anos nomes muito conhecidos do público morreram por conta da doença, como a cantora Preta Gil, Pelé, o ídolo do futebol Roberto Dinamite, e os atores internacionais Chadwick Boseman e James Van Der Beek. Por outro lado, diagnósticos precoces permitiram que outros nomes superassem a doença, como o artista Lúcio Mauro Filho e o jornalista Chico Pinheiro. O avanço desses casos acende o alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico rápido.

Em entrevista ao podcast Atualidades, a médica coloproctologista Rebecca Neponucena explicou que, em pessoas assintomáticas, o rastreamento preventivo geral deve começar aos 45 anos. Contudo, a presença de sintomas de alerta –  como sangramento nas fezes, dor abdominal persistente, anemia sem causa aparente, perda de peso involuntária ou alterações no hábito e no formato das fezes –  exige investigação imediata em qualquer idade, além de atenção dobrada para quem possui histórico familiar da doença.

Durante a conversa, a especialista reforçou a relevância da incorporação do teste imunoquímico fecal (FIT) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a faixa etária de 50 a 75 anos, o que permite selecionar com mais precisão os pacientes que necessitam da colonoscopia. Rebeca ressaltou que a colonoscopia é o principal método preventivo e terapêutico, capaz de identificar e remover pólipos antes que evoluam para lesões malignas, atingindo índices de cura superiores a 90% quando o diagnóstico ocorre nas fases iniciais. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas e a redução do consumo de carnes vermelhas, ultraprocessados e tabaco, também foram apontadas como essenciais para a prevenção.

"A prevenção do câncer colorretal está muito relacionada à realização da colonoscopia. A gente consegue evitar em cerca de 90% um diagnóstico de câncer em pacientes que fazem o exame de forma periódica. Através dele, identificamos se há pólipos, porque o tumor não começa logo sendo um tumor, ele começa como um pólipo que vai crescendo e tendo alterações genéticas. A gente consegue chegar antes do câncer, retirando essas lesões precursoras", disse a médica coloproctologista.

Veja a entrevista completa.

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