PONTO FINAL

Akomabu leva ancestralidade e resistência ao Carnaval 2026

Bloco se apresenta no pré-carnaval neste sábado (17), no palco Waldecy Vale, na Praça Nauro Machado, com tema que exalta a Terra, a ancestralidade e a luta socioambiental.

Mirante News FM

Atualizada em 16/01/2026 às 13h00
Kadu Galvão em entrevista ao Ponto Final, com Jorge Aragão.
Kadu Galvão em entrevista ao Ponto Final, com Jorge Aragão. (Anna Clara Dias / Mirante News FM)

SÃO LUÍS – O Bloco Afro Akomabu é uma das atrações confirmadas no pré-carnaval da Ilha do Circuito Vem pro Centro, levando ao Centro Histórico de São Luís música, ancestralidade e reflexão social. Em entrevista ao Ponto Final, nesta sexta-feira (16), o integrante Kadu Galvão falou sobre a participação do grupo no Carnaval 2026 e o significado do tema escolhido para este ano.

Akomabu no pré-carnaval e a força da ancestralidade

Fundado na década de 1980, o Bloco Afro Akomabu se apresenta neste sábado (17), no palco Waldecy Vale, na Praça Nauro Machado, dentro da programação do pré-carnaval. Para 2026, o grupo traz o tema “Da Terra de Onilé Brota o Akomabu”, que exalta a vida, a resistência e a ancestralidade. 

“Onilé, para quem não sabe, é uma divindade africana, que é conhecida como a Mãe Terra, Mãe do Planeta Terra. Então esse ano a gente está falando do meio ambiente, a gente está falando do racismo ambiental. É um assunto que está em discussão atualmente e é um assunto que a gente está trazendo ludicamente, através das músicas, através das canções, esse tema muito importante que está sendo discutido” explicou Kadu Galvão.

Cultura, resistência e denúncia do racismo ambiental

Além da celebração cultural, o tema do Akomabu dialoga com questões sociais e ambientais urgentes. O bloco destaca que a terra não é mercadoria, mas espaço sagrado, de memória e espiritualidade, especialmente para as comunidades negras e tradicionais. Em um contexto marcado pelo desmatamento e pela desigualdade socioambiental, o grupo chama atenção para o racismo ambiental, que atinge de forma mais severa populações negras, indígenas, quilombolas e periféricas.

“Todo dia, quando eu 'tô' assistindo jornal, passa alguma coisa de desmatamento, de degradação da natureza. Isso vem nos incomodando, porque o sol todo dia tá mais quente. [...] E aí eu juntei, né, fiz essa junção de Onilé, que é a mãe terra, mãe do planeta terra, né, que é a terra que é a vida, né, que a gente planta, que a gente colhe, mas também ela nos acolhe quando a gente morre, né? Então a gente precisa da terra. E aí fiz essa junção, da terra de Onilé, do Akomabu” declarou. 

Veja. 

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