Mirante FM

Acústico Na Mira recebe Sérgio Habibe no domingo

Aos 76 anos, o cantor, compositor e instrumentista é considerado um dos mais importantes e versáteis compositores maranhenses

Pedro Sobrinho / Jornalista

- Atualizada em 09/09/2026 às 22h58

O Acústico Na Mira deste domingo (9/9), das 15h às 17h, na Mirante FM, recebe Sérgio Habibe, considerado um dos mais importantes e versáteis compositores maranhenses. A presença dele no programa é um presente para os 45 anos da Mirante FM e 414 Anos de São Luís, tendo em vista que Sérgio Habibe faz parte da história musical da emissora e da Ilha do Amor.

Sérgio Habibe no Acústico Na Mira, domingo, das 15h às 17, na Mirante FM, com apresentação Nynrod Weber, Pedro Sobrinho, sob coordenação de Evandro Costa. Foto: Reprodução/Divulgação
Sérgio Habibe no Acústico Na Mira, domingo, das 15h às 17, na Mirante FM, com apresentação Nynrod Weber, Pedro Sobrinho, sob coordenação de Evandro Costa. Foto: Reprodução/Divulgação

Aos 76 anos, o cantor, compositor e instrumentista iniciou sua trajetória em festivais de música em fins dos anos 1960. Em 1972 participou da fundação, juntamente com outros artistas, do Laboratório de Expressões Artísticas (Laborarte), que impulsionou a cultura popular maranhense na época. Habibe coordenou o Departamento de Som. O grupo, que trabalhava diversas linguagens artísticas, foi pioneiro ao levar elementos da cultura popular, como o bumba meu boi e o tambor de crioula, para dentro das composições de seus integrantes.

Em 1978, com “Eulália”, foi um dos quatro compositores gravados por Papete em “Bandeira de Aço” (Discos Marcus Pereira), considerado um divisor de águas na música popular brasileira produzida no Maranhão. No mesmo ano, como integrante do Regional Tira-Teima, acompanhou o conterrâneo Chico Maranhão em “Lances de Agora”, lançado pela mesma gravadora. No início dos anos 1980 teve músicas gravadas por Doroty Marques (“Cavalo Cansado” em “Erva Cidreira”, de 1980), Boca Livre (“Boi Danado”, em “Bicicleta”, de 1981) e Céu da Boca (“Do Jeito Que O Diabo Gosta”, em “Baratotal”, de 1982).

Premiado pelo Ministério da Cultura e Funarte pela direção musical do espetáculo Mambembe (Pequena História de Garcia Lorca), Sérgio Habibe integrou a caravana do projeto Pixinguinha e do show Boca a Boca, promovido pela TV Record. Com o compositor Chico Maranhão viajou pelo país em turnê com o show I Love You, música tema do compositor Noel Rosa, tendo se apresentado em Paris pelo projeto França-Brasil.

Songbook 

Um dos seus projetos musicais significativos como reconhecimento e salvaguarda do conjunto da obra de Sérgio Habibe foi o songbook “Canções de Mar e Cidade – vol. 1”, lançado em 2024, e disponível nas plataformas digitais. Produzido por Zeca Baleiro, o álbum reúne 21 canções do artista, com participações do próprio Zeca, além de Rita Benneditto, Claudio Nucci, Tatiana Parra, Verônica Sabino, Zé Renato, Ana Amélia, Josias Sobrinho e Chico Saldanha.
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As participações de Nucci, Renato e Verônica têm sabor de reencontro. Duas das mais importantes canções de Sérgio, “Boi Danado” e “Do Jeito que o Diabo Gosta”, foram gravadas pelos grupos vocais Boca Livre e Céu da Boca, dos quais os três participaram.

Antologia Musical

O projeto foi iniciado em 2022 pelo poeta e produtor cultural Celso Borges, fã confesso do compositor maranhense, com a coprodução do músico Luís Jr. Dentre as 21 canções que compõem o volume estão “Cavalo Cansado”, “Eulália”, “Panaquatira”, “Vestido Bordeaux”, “Dia de Será” e “Fogo e Chuva”, algumas das mais importantes na trajetória de Sérgio Habibe. “É uma grande alegria ver minhas canções reunidas e com um time de artistas que eu respeito tanto. Uma celebração que tem arte e muito afeto, com a alma de Celso Borges e Zezé Alves, que começaram toda essa história”, afirma Sérgio Habibe.

“Pelas inúmeras canções que conhecemos deste filho de libaneses nascido em agosto de 1949, na Rua de Nazaré, não é difícil perceber elementos recorrentes em suas letras, como a cidade e a natureza, principalmente o mar e o nome de peixes e frutas. De São Luís, além da geografia de ruas, becos e escadarias, seus versos caminham em trilhas pelas matas da ilha, observando o que se move e viceja entre flora e fauna”, escreve Celso Borges no texto de apresentação do songbook.
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Além da apresentação, entrevista, linha do tempo e histórias das canções assinadas por Borges, o livro reúne textos do violonista João Pedro Borges, Murilo Santos, Zeca Baleiro e ensaio fotográfico de Márcio Vasconcelos. As partituras foram escritas por Zezé Alves e o designer Claudio Lima assina o projeto gráfico.

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