Troca de Ideia

Bloco Serpentina celebra 10 anos de existência neste Carnaval

A história da brincadeira surgiu em São Paulo, em 2013, com o grupo de maranhenses que morava em São Paulo. A Serpentina ganha forma até o desfile oficial com o retorno do grupo de maranhenses a São Luís.

Pedro Sobrinho / Jornalista

Atualizada em 12/02/2026 às 14h26

O Bloco Serpentina comemora dez anos de trajetória no carnaval de São Luís reafirmando uma proposta que une música autoral, convivência artística e memória dos antigos carnavais. E quem veio ao Plugado, na Mirante FM, na noite dessa terça-feira (10/2), para falar sobre essa trajetória de uma década da brincadeira foi Ricardo Coutinho, um dos criadores do bloco Serpentina, que nasceu de uma reunião de amigos que moravam em São Paulo, lá pelos anos de 2013. 

Ricardo Coutinho no quadro Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, conversando sobre os 10 anos do Bloco Serpentina. Foto: Instagram
Ricardo Coutinho no quadro Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, conversando sobre os 10 anos do Bloco Serpentina. Foto: Instagram

Segundo Coutinho, o bloco nasceu de um "banzo" da terra natal. Desde sua criação, o Serpentina reúne músicos, atores, artistas visuais e bailarinos da cena cultural maranhense, formando um coletivo que aposta na criação compartilhada. Todo o repertório apresentado é composto por músicas autorais, um dos principais diferenciais do bloco.

'A história do Serpentina começa em 2013, quando Alessandro Luiz Silva, então residente em São Paulo, idealizou a alegoria da serpente após uma viagem a São Luís. A inspiração veio dos festivais orientais do bairro da Liberdade, em diálogo com referências do carnaval de rua. Ao lado de Ricardo Coutinho e Fernando Gomes, também maranhenses que viviam em São Paulo naquele período, Alessandro compôs o hino do bloco e registrou a primeira versão em vídeo. Com o retorno do grupo a São Luís e a chegada de novos integrantes, a ideia ganhou forma até o primeiro desfile oficial, no carnaval de 2016", conta Ricardo.

Inspirado na lenda da serpente que, segundo o imaginário popular, cresce sob o solo de São Luís, o bloco incorpora esse mito fundacional da cidade como alegoria central. Se na narrativa tradicional o despertar da serpente anuncia o fim da ilha, no carnaval do Serpentina ela surge como símbolo de encontro e celebração. A cada ano, a serpente deixa o subterrâneo para ocupar as ruas do Centro, transformando a antiga lenda em festa.

O bloco Serpentina se concentra na rua Godofredo Viana, próximo ao Teatro Arthur Azevedo, neste sábado gordo (14 de fevereiro) e na segunda-feira de carnaval (16 de fevereiro), sempre a partir das 16h. Foto: Divulgação
O bloco Serpentina se concentra na rua Godofredo Viana, próximo ao Teatro Arthur Azevedo, neste sábado gordo (14 de fevereiro) e na segunda-feira de carnaval (16 de fevereiro), sempre a partir das 16h. Foto: Divulgação

Circuito de rua

O bloco Serpentina se concentra na rua Godofredo Viana, próximo ao Teatro Arthur Azevedo, neste sábado gordo (14 de fevereiro) e na segunda-feira de carnaval (16 de fevereiro), sempre a partir das 16h.

Na segunda-feira, a Serpentina segue em cortejo até o Laborarte, onde encerra a programação com apresentação especial. As duas saídas mantêm a característica que marcou o bloco ao longo da última década: um carnaval alternativo, de rua, com clima familiar e participação de artistas de diferentes segmentos.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.