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COLUNA
Pedro Sobrinho
A cultura é rica e diversa. Como jornalista convido você pra colar na coluna PEDRO SOBRINHO com resenhas e abordagens sobre: artes visuais (pintura, escultura, fotografia), música, literatura
Alegria, Prazer e Galhofa

E Agora José ? O Carnaval Acabou, restaram saudade e ruídos de sempre

O Carnaval sempre foi direto, vibrante, feito de metáforas. O Carnaval sempre foi território da diversão, alegria, mas também de narrativas política.

Pedro Sobrinho / Jornalista

Atualizada em 19/02/2026 às 17h30

Acabou a semana gorda do Carnaval oficial no Brasil. Sei que ainda restam alguns lava-pratos, lava-colheres, lava-copos, lava-garfos, lava-taças, pelo país, em que foliões ávidos se despedem de vez da maior festa popular e de rua do Brasil. Mesmo saindo discretamente dois dias de folia em São Luís, percebi que o Carnaval na cidade teve como marca registrada o sucesso. 

Bloco do Anitta: uma das atrações do Circuito Vem Pro Mar, na avenida Litorânea. Foto: Secom/Governo do Maranhão
Bloco do Anitta: uma das atrações do Circuito Vem Pro Mar, na avenida Litorânea. Foto: Secom/Governo do Maranhão

Em cada circuito, canto da cidade, o que se sentia era o Carnaval pulsando, pegando fogo, música para todos os gostos, tudo junto e misturado (o que é democrático), as pessoas animadas, fantasiadas e ensadecidas por folia. Mesmo com alguns eufóricos em excesso e um para pra acertar ali, outro acolá, o que não é aceitável, mas é o risco que se corre em ambientes que envolvem mar de gente. Mas, o sistema de segurança Pública estava apostos, não falhou e agiu com responsabilidade e firmeza no combate à violência. Enfim, o nosso Carnaval foi à base de paz e amor como manda a alegoria. No geral todo mundo faturou no rolê do prazer da carne de mãos dadas com alma.

Fuzileiros da Fuzarca celebrando 90 anos no Circuito Vem Pra Madre Divina. Foto: Reprodução
Fuzileiros da Fuzarca celebrando 90 anos no Circuito Vem Pra Madre Divina. Foto: Reprodução

O Carnaval nunca foi neutro. O Carnaval sempre foi direto, vibrante, feito de metáforas. O Carnaval sempre foi território da diversão, alegria, mas também de narrativas política. O Carnaval é memória viva, é o grande arquivo emocional do Brasil. Ele presta homenagens singelas, discretas, que se tornam épicas e como um ato de rua e político estimula o debate público.

Carnaval é contestação. Não é Natal, não é Páscoa. É a avenida transformada em espaço público de deboche, ironia e galhofa.

Por ser uma festa da diversidade, para alguns profana, mas com muita potência, o que incomoda não é a política do Carnaval. É qual a política está sendo cantada. O Carnaval não é Tribunal da Inquisição. O Carnaval é Festa. No fim, a avenida, a rua, o circuito da folia fazem sempre o que deve ser feito: apresentar o Brasil com brilho, impacto, paixão e contrastes. Portanto, o problema nunca foi o samba, o frevo, a marchinha, o afoxé, o ijexá. No Brasil de hoje até o tamborim, o cavaquinho e o pandeiro têm lado.

E agora José ? a festa acabou, vida que segue em um Brasil com menos ruídos desnecessários e de sempre, com mais bem cultural e projetos humanitários para o seu povo no ano que se inicia. 2026 está no ar e começou de verdade a partir da Quarta-Feira de Cinzas.


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