E Agora José ? O Carnaval Acabou, restaram saudade e ruídos de sempre
O Carnaval sempre foi direto, vibrante, feito de metáforas. O Carnaval sempre foi território da diversão, alegria, mas também de narrativas política.
Acabou a semana gorda do Carnaval oficial no Brasil. Sei que ainda restam alguns lava-pratos, lava-colheres, lava-copos, lava-garfos, lava-taças, pelo país, em que foliões ávidos se despedem de vez da maior festa popular e de rua do Brasil. Mesmo saindo discretamente dois dias de folia em São Luís, percebi que o Carnaval na cidade teve como marca registrada o sucesso.
Em cada circuito, canto da cidade, o que se sentia era o Carnaval pulsando, pegando fogo, música para todos os gostos, tudo junto e misturado (o que é democrático), as pessoas animadas, fantasiadas e ensadecidas por folia. Mesmo com alguns eufóricos em excesso e um para pra acertar ali, outro acolá, o que não é aceitável, mas é o risco que se corre em ambientes que envolvem mar de gente. Mas, o sistema de segurança Pública estava apostos, não falhou e agiu com responsabilidade e firmeza no combate à violência. Enfim, o nosso Carnaval foi à base de paz e amor como manda a alegoria. No geral todo mundo faturou no rolê do prazer da carne de mãos dadas com alma.
O Carnaval nunca foi neutro. O Carnaval sempre foi direto, vibrante, feito de metáforas. O Carnaval sempre foi território da diversão, alegria, mas também de narrativas política. O Carnaval é memória viva, é o grande arquivo emocional do Brasil. Ele presta homenagens singelas, discretas, que se tornam épicas e como um ato de rua e político estimula o debate público.
Carnaval é contestação. Não é Natal, não é Páscoa. É a avenida transformada em espaço público de deboche, ironia e galhofa.
Por ser uma festa da diversidade, para alguns profana, mas com muita potência, o que incomoda não é a política do Carnaval. É qual a política está sendo cantada. O Carnaval não é Tribunal da Inquisição. O Carnaval é Festa. No fim, a avenida, a rua, o circuito da folia fazem sempre o que deve ser feito: apresentar o Brasil com brilho, impacto, paixão e contrastes. Portanto, o problema nunca foi o samba, o frevo, a marchinha, o afoxé, o ijexá. No Brasil de hoje até o tamborim, o cavaquinho e o pandeiro têm lado.
E agora José ? a festa acabou, vida que segue em um Brasil com menos ruídos desnecessários e de sempre, com mais bem cultural e projetos humanitários para o seu povo no ano que se inicia. 2026 está no ar e começou de verdade a partir da Quarta-Feira de Cinzas.
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