Em Itapecuru-Mirim

Presos suspeitos de envolvimento na morte de criança encontrada em matagal

A filha do casal, preso, já se apresentou na delegacia, dizendo que abortou espontaneamente e colocou a criança, em pedaços, dentro de um saco.
Imirante.com, com informações da SSP-MA07/05/2019 às 16h12
Jackson Matos Pereira e Marilene dos Santos Menezes foram presos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. / Foto: Divulgação.

ITAPECURU-MIRIM – Um casal, identificado como Jackson Matos Pereira, 40 anos, e Marilene dos Santos Menezes, 45 anos, foi preso, nesta terça-feira (7), suspeito de ter participação na morte de uma criança, que teve o corpo encontrado no povoado Vinagre, em Itapecuru-Mirim, na última sexta-feira (3).

Relembre o caso: Corpo de criança é encontrado em matagal na cidade de Itapecuru-Mirim

Segundo a polícia, a criança teve o corpo decepado e jogado em uma região de matagal, sendo encontrado por populares, que sentiram o mau cheiro. Após o achado cadavérico, a polícia foi acionada e iniciou as investigações, identificando o casal preso, por meio de imagens de câmera de segurança, que mostravam um veículo Fiat Way, vermelho, nas proximidades onde os restos mortais da criança foram deixados.

A criança teve a cabeça, os braços e pernas decepados e jogados em uma região de matagal. / Foto: Divulgação.

A polícia localizou o casal no bairro D.E.R, e suspeitou, inicialmente, de que Jackson Matos e Marilene dos Santos teriam envolvimento em prática de rituais satânicos. Porém, na delegacia, Jackson Matos, que é taxista, afirmou que não sabia que havia o corpo de uma criança dentro do saco que havia jogado fora, pois pensava que era carne podre esquecida por algum cliente dentro do seu carro. Por isso, o homem pegou o saco e jogou fora, como se fosse lixo.

Ainda segundo a polícia, logo após a prisão preventiva de Jackson Matos Pereira e de Marilene dos Santos Menezes, a filha do casal, que não teve o nome divulgado, se apresentou na delegacia nesta terça, dizendo que abortou espontaneamente e colocou a criança, em pedaços, dentro de um saco de lixo, e deixou o saco dentro do carro do pai taxista. E que o mesmo não sabia que havia uma criança no saco, pois a jovem havia escondido a gravidez da família.

Segundo o delegado regional de Itapecuru-Mirim, Samuel Morita, a polícia vai investigar se a versão da jovem é verídica, para que sejam tomadas a medidas cabíveis. Ainda não há informações sobre o sexo da criança, devido ao estado avançado de putrefação do corpo, o Instituto Médico Legal está analisando o cadáver para identificar o sexo e as causas da morte.

Ouça, na reportagem de Alessandra Rodrigues, da rádio Mirante AM, mais detalhes sobre o caso.

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