Dia de Finados

Finados: a dor da perda precisa ser superada

A dor da perda de entes queridos é única, segundo a psicóloga Sheyrlani Tatiany da Silva.
Angra Nascimento/Imirante.com02/11/2019 às 07h00
Finados: a dor da perda precisa ser superadaA maneira de cada pessoa é diferente na hora de enfrentar a tristeza e a saudade. (Foto: Reprodução)

IMPERATRIZ - Uma das maiores dores para um ser humano é a perda de um ente querido. É uma situação que traz à tona uma grande tristeza, sendo um dos sentimentos mais difíceis de lidar. No entanto, cada pessoa lida de uma forma com o luto, de acordo com a psicóloga Sheyrlani Tatiany da Silva.

A maneira de cada pessoa é diferente na hora de enfrentar a tristeza e a saudade. “Tem que verificar como cada um lida com a partida do outro. Se conseguiu realmente elaborar esse luto, se despedir dessa pessoa ou se está com o comportamento de não aceitação. Isso gera sofrimentos psíquicos, que podem virar patologia”, diz a psicóloga.

A dor do luto precisa ser curada. “Tem pessoas que são tranquilas, que se despedem e seguem a vida, ficando apenas com a saudade, com as lembranças. E tem aquelas que entram em sofrimento, que desenvolvem doenças, e isso precisa ser trabalhado, esse luto, essa despedida”, ressalta Sheyrlani Tatiany.

Para a psicóloga, a dor da perda é única. “Como cada um de nós tem uma história familiar, sobre como lida com a perda, então é só cada um de nós que podemos falar da dor que sentimos, como sentimos e como fazer para parar de sentir. Porém, para todos nós sempre vai ficar a saudade. Então, lembrar, às vezes chorar porque sentiu saudade, não tem nada de errado. A gente vai olhar diferente quando a pessoa não conseguiu fazer essa elaboração do luto”.

No dia 2 de novembro, feriado de Finados, muitas pessoas vão aos cemitérios e revivem a saudade de quem já se foi. É uma forma de resgatar lembranças e dar sentido aos legados deixados pelas pessoas que foram importantes. “Faz parta da nossa cultura. É o dia que as pessoas vão ao cemitério, refletem, visitam os túmulos. E, por fazer parte da nossa cultura, se tornou uma coisa normal”, finaliza a psicóloga Sheyrlani Tatiany.

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