Outubro Rosa

Mesmo sendo raro, câncer de mama pode afetar homens

Em Imperatriz foram registrados em um período de dez anos apenas dois casos da doença.
Rodrigo Ribeiro/ Imirante Imperatriz14/10/2015 às 16h09

IMPERATRIZ – O câncer de mama afeta principalmente as mulheres, mas, também, pode ser diagnosticado em homens. No entanto, é uma doença rara e representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama no Brasil.

O câncer de mama nas pessoas do sexo masculino é diagnosticado com base em alterações na mama, geralmente notada pelo próprio paciente.

Em Imperatriz, segundo informações da Rede Municipal de Oncologia, durante o período de 2002 a 2012, foram registrados na região de Imperatriz até Araguaína (TO), cinco casos desse tipo de câncer, sendo que apenas dois na cidade maranhense.

De acordo com o coordenador da Rede Municipal de Oncologia, o oncologista Gumercindo Filho, o câncer em homem é raro, e o diagnóstico é mais complexo, por ser de difícil identificação.

“Durante um período de dez anos, foram registrados na região de Imperatriz até Araguaína, apenas cincos casos de câncer de mama em homem. Esses casos foram principalmente em pessoas idosas e achavam que eram alguma doença de pele, pelo fato da difícil identificação da doença”, ressalta o oncologista.

O coordenador, também, destacou que se o diagnóstico for feito de forma tardia, como na mulher a chances de cura da doença pode ser menos.

Como pode ser diagnosticado?

Assim como nas mulheres, além do exame físico, os homens têm que realizar mamografia e eventualmente ultrassonografia de mama. Câncer de mama em homens geralmente se manifesta na região próxima à aréola.

A mamografia pode identificar um nódulo ou microcalcificações suspeitas, embora estas sejam mais raras em tumores em homens que nas mulheres.

Assim como nas mulheres, o diagnóstico do câncer de mama em homens somente pode ser firmado através de uma biópsia ou cirurgia.

A peça é avaliada pelo patologista, que com base no aspecto do tumor ao microscópio além de análise por técnica denominada de imunohistoquímica, consegue firmar que se trata de um câncer de mama.

Já a biópsia pode ser feita com agulha grossa chamada de core-biopsy ou com biópsia por sucção conhecida como mamotomia.

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