Depressão

Depressão: um mal silencioso

"A depressão é como se tivesse uma película cinza, em que você não tivesse perspectiva de vida".
Diana Cardoso/Imirante Imperatriz18/08/2013 às 09h18

IMPERATRIZ- Excesso de informação, competitividade, situações de estresse, jornadas de trabalho muito longas e a busca constante por melhores resultados e desempenho, são alguns fatores que contribuem para desenvolver uma doença chamada depressão. Ela é caracterizada geralmente como uma tristeza ou uma angústia profunda. Não escolhe idade, sexo e nem classe social, pois existem diversos fatores que podem desencadear este mal silencioso que abala a estrutura psicológica de determinados indivíduos.

Segundo a psicóloga Venúsia Milhomem a depressão possui os fatores predisponentes familiares que são aqueles em que há predisposição para desenvolver, por ter casos na família ou do ponto de vista genético. “Mas vale ressaltar que isso não significa que um indivíduo vai ter depressão porque na família já tem um histórico. Este fator, não é determinante por si só, mas a pessoa está mais vulnerável a desenvolver uma depressão”, explica.

"A depressão é como se tivesse uma película cinza, em que você não tivesse perspectiva de vida".. (Foto: Diana Cardoso/ Imirante Imperatriz)

A psicóloga explica ainda que tem os meios externos, em que a pessoa vive uma frustração psicológica no contexto familiar ou social. “Um exemplo de um fator desencadeante externo é quando um indivíduo deseja muito a realização profissional, se especializou na área e está no auge da carreira e de uma hora para outra, perde o emprego, um abalo emocional muito forte e as vezes depressivo”, afirma Venúsia Milhomem.

De acordo com a psicóloga a depressão é classificada como leve, moderada e grave, não pode ser vista como uni-fatorial porque ela é sempre multifatorial. “A leve muitas vezes não se percebe, é a falta de energia, desânimo, tristeza, uma melancolia, a dificuldade de dá o melhor de si. A depressão moderada é mais séria, pode influenciar no trabalho, relações sociais, a pessoa não sente muita esperança na vida, ser um obstáculo, e a depressão grave a pessoa não consegue reagir, fica acamada,” afirma Venúsia Milhomem.

"A depressão é como se tivesse uma película cinza, em que você não tivesse perspectiva de vida".. (Foto: Diana Cardoso/ Imirante Imperatriz)

Segundo a psicóloga alguém que se encontra depressivo deve buscar ajuda porque há casos em que esse mal pode levar a morte. “A depressão por si só mata pelo seguinte aspecto, dependendo do grau pode começar a aparecer ideação suicida. A pessoa é capaz de cometer algo contra a própria vida, porque o sofrimento é muito grande. A depressão é como se tivesse uma película cinza, em que você não tivesse perspectiva de vida”, reitera.

Tratamento

Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente que envolvem questões medicamentosas e psicoterapia e uma coisa não exclui a outra. A psicoterapia é um espaço em que a pessoa vai elaborar seu auto suporte através da terapia especializada.

A intervenção medicamentosa é feita com o acompanhamento de um psiquiatra a fim de minimizar os sintomas, que são muito sérios segundo a psicóloga. “A depressão é uma angustia muito grande, uma tristeza, desânimo, um pedido de ajuda. É o teu corpo pedindo cuide-me eu não estou bem, e as duas intervenções são muito importantes”, alerta a psicóloga.

Prevenção

Algumas estratégias de fatores preventivos podem ser feitos. De acordo com a psicóloga é sempre bom ter boas relações afetivas, fazer uma atividade física prazerosa, procurar ter um lazer, lutar pelo o que deseja, superar frustrações, procurar fazer algo que goste, manter um período satisfatório de sono, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco. “Porém estas dicas não significam dizer que o individuo está totalmente isento de ter uma depressão, porque somos seres afetivos”, ressalta Venúsia Milhomem.

Excesso de informação, competitividade, situações de estresse, jornadas de trabalho muito longas contribuem para a doença (Foto: Diana Cardoso/ Imirante Imperatriz)

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