Sampaio na Série B

Condé comemora público, mas cobra mais apoio: "esperança ainda de ver o Castelão cheio"

Técnico lembrou campanha de 2015 ao falar sobre presença da torcida.

Eduardo Lindoso / Imirante Esporte

Léo Condé disse que espera ainda mais apoio no Castelão
Léo Condé disse que espera ainda mais apoio no Castelão (Divulgação / Sampaio Corrêa)

SÃO LUÍS – Desde o início da temporada, com jogos ruins no Campeonato Maranhense e nas copas do Brasil e do Nordeste, o Sampaio Corrêa tem perdido a confiança do seu torcedor. Nem mesmo o título do Estadual, com jogos abaixo da crítica diante do Cordino, ajudou nessa relação time e torcida. Soma-se a isso, problemas extrafutebol, como os reflexos da pandemia na economia e na vida social. Porém, fato é, que a Bolívia Querida tem jogado para pequenos públicos no Castelão nesta Série B. E esse assunto foi bastante falado após a vitória sobre o Vila Nova no último domingo (14), partida que recebeu um público um pouco melhor, mas pequeno ainda diante das dimensões do estádio e da torcida boliviana. 

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Com uma promoção do mês das mães, que mulheres não pagaram neste jogo de domingo (14), o público melhorou um pouco – com 2.562 pessoas, no total, e 1.762 pagantes –, mas muito pouco ainda para um time de massa, como é o Sampaio.

O autor do primeiro gol da vitória, por 2 x 0, sobre o time goiano, Gabriel Poveda, falou sobre a falta de apoio na arquibancada, chegou a mandar um “recadinho” para a torcida, e o técnico Léo Condé, na entrevista coletiva depois do confronto, foi outro que abordou bastante o tema. 

Ao ser questionado sobre os poucos presentes no Castelão, apesar do esforço do clube, que tem feito promoções, o treinador celebrou o público um pouco maior nesse último jogo em casa, mas usou um leve tom de cobrança ao falar do apoio que os times dos outros estados têm em casa. 

“Eu tenho batido muito na tecla. Que a gente sai daqui de São Luís para jogar e vê o envolvimento que as outras cidades estão tendo com os clubes. Porque estão todos entendendo que essa Série B é a melhor Série B da história. Então, assim, em todas as praças que a gente via jogar, todo mundo tem esse entendimento, e isso estava me incomodando”, comentou Condé. 

O treinador chegou a lembrar a temporada de 2015, quando ele comandou o Sampaio em uma boa campanha que o time chegou a brigar pelo acesso, terminando na 10º posição. 

“Aqui e hoje o torcedor veio em um número maior e a inda tenho a esperança ainda de ver o Castelão cheio, com 10, 15 mil torcedores, como foi em 2015. Aquela caminhada foi muito importante com a torcida. Então, que o torcedor possa vir novamente”, lembrou Condé. 

Por fim, ele falou sobre o baixo orçamento que o Sampaio tem entre os clubes da Série B ao reconhecer, também, as fragilidades do seu elenco. “Nós temos as nossas limitações, ninguém esconde isso. O orçamento do Sampaio é um orçamento baixo. A gente precisa do apoio do torcedor. A gente precisa do envolvimento do torcedor. E hoje foi muito bacana”. 

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