Profissionalização dos árbitros

CBF anuncia profissionalização da arbitragem brasileira a partir do Brasileirão 2026

CBF anuncia programa de profissionalização da arbitragem brasileira, que começa em 2026 no Brasileirão da Série A.

Gustavo Coelho/Imirante Esporte

CBF anuncia programa de profissionalização da arbitragem brasileira, que começa em 2026
CBF anuncia programa de profissionalização da arbitragem brasileira, que começa em 2026 (Divulgação/CBF)

BRASIL - A CBF anunciou, nesta terça-feira (27), o programa de profissionalização da arbitragem brasileira, que passará a vigorar já na temporada 2026, inicialmente nos jogos do Campeonato Brasileiro da Série A. O anúncio ocorreu no mesmo dia da terceira reunião do grupo de trabalho da arbitragem, realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro, às vésperas do início do Brasileirão.

A medida marca um avanço histórico no futebol nacional e tem como objetivo modernizar a arbitragem a partir das melhores práticas adotadas no cenário internacional.

Reunião da CBF discute avanços na arbitragem

A terceira reunião do grupo de trabalho da arbitragem reuniu representantes dos clubes das Séries A e B, especialistas nacionais e internacionais e entidades ligadas ao futebol brasileiro.

Participaram do encontro:

  • Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol)
  • STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva)
  • Abrafut (Associação Brasileira dos Árbitros de Futebol)
  • Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol)
  • CBF Academy

Desde a criação do grupo, em 10 de outubro, a CBF promove debates focados na profissionalização da arbitragem, educação continuada e investimentos em tecnologia.

Programa começa com 72 profissionais contratados

O programa de profissionalização da arbitragem terá início em 1º de março de 2026 e contará, neste primeiro ano, com a contratação de 72 profissionais, distribuídos da seguinte forma:

  • 20 árbitros principais
  • 40 árbitros assistentes
  • 12 árbitros de VAR

Esses profissionais serão responsáveis por atuar nas 380 partidas do Campeonato Brasileiro da Série A, podendo também ser escalados eventualmente para jogos da Copa do Brasil e rodadas decisivas da Série B.

Contratos, salários e critérios de escolha

Os árbitros terão contrato de trabalho com duração de um ano, firmados a partir de fevereiro, e serão contratados como pessoa jurídica. A CBF não exigirá dedicação exclusiva, mas sim prioridade para as atividades relacionadas à arbitragem.

A remuneração será composta por:

  • Salário fixo mensal
  • Pagamento por partida
  • Bônus por desempenho

A CBF não divulgará os valores individuais, mas a média salarial será de cerca de R$ 13 mil mensais, enquanto árbitros principais poderão receber valores acima de R$ 30 mil fixos, além das variáveis.

Critérios para escolha dos árbitros

A seleção dos 72 primeiros profissionais obedeceu a três critérios principais:

  • Ser árbitro Fifa ou CBF
  • Maior número de escalas na Série A em 2024 e 2025
  • Nota média nas avaliações de desempenho da CBF nas temporadas 2024/2025

Modelo segue referências internacionais

O programa de profissionalização da arbitragem foi desenvolvido a partir de estudos de modelos adotados em países como Alemanha, Inglaterra e Espanha, além de experiências da América Latina, como o México.

A CBF criou o grupo de trabalho em novembro do ano passado, com participação de 38 clubes das Séries A e B, embora o envolvimento direto tenha sido menor: 15 clubes da Série A e 9 da Série B responderam ao formulário enviado pela entidade.

Eixos do programa de profissionalização

O projeto da CBF está estruturado em quatro pilares principais:

Remuneração

  • Salário fixo
  • Pagamento variável por jogo
  • Bônus por desempenho
  • Auxílio-academia e serviços vinculados à atividade

Excelência física e saúde

  • Rotina semanal de treinos
  • Monitoramento por smartwatches (kit exclusivo da CBF)
  • Acompanhamento com nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas
  • Quatro avaliações físicas anuais, que podem vetar árbitros temporariamente das escalas

Capacitação técnica

  • Imersões mensais
  • Aulas teóricas e práticas
  • Treinamento de tomada de decisão
  • Padronização de critérios
  • Análise de lances polêmicos e desempenho por rodada

Tecnologia e inovação

  • Estreia do VAR semiautomático (sem data definida)
  • Implementação da refcam, câmera acoplada ao árbitro para análise de comportamento e controle de reações em campo

Ranking interno e promoções

A CBF também utilizará um ranking interno de desempenho, com base em avaliações de observadores e da comissão de arbitragem, para promover árbitros com melhor rendimento e “rebaixar” aqueles com desempenho inferior.

Esse ranking não será público.

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