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Coluna Via Digital por Lucia Camargo Nunes, economista e jornalista especializada no setor automotivo.
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Tiggo 7 Sport passa a ser o SUV médio mais acessível do mercado

Caoa Chery ataca de novo: com versão mais despojada, marca tenta emplacar sucesso do Tiggo 5X no modelo maior. Confira os detalhes.

Lucia Camargo Nunes*

Atualizada em 04/03/2024 às 13h36
Tiggo 7 Sport, da Caoa Chery.
Tiggo 7 Sport, da Caoa Chery. (Foto: Divulgação)

BRASIL - Com o novo centro de distribuição como cenário, a Caoa Chery lançou o SUV médio mais acessível do mercado. A nova versão do Tiggo 7, com o sobrenome Sport, repete a estratégia agressiva de preço que já foi utilizada no Tiggo 5X com sucesso.

Por R$ 134.990, preço promocional por tempo limitado, o Tiggo 7 Sport traz novidades em conjunto mecânicos e conteúdos. O motor é o 1.5 turboflex de até 150 cv (com etanol) e 147 cv (gasolina) com melhorias: a engenharia desenvolveu novas calibrações entre o controle do motor e o novo câmbio CVT de 9 velocidades simuladas.

Esse ajuste proporciona ao veículo ganhos em desempenho e uma dirigibilidade ainda mais focada no conforto. Uma leve pisada no pedal do acelerador já é suficiente para o pesadão Tiggo 7 (1.466 kg) arrancar forte.

A má notícia é que o consumo não foi melhorado. A montadora não divulgou os dados, mas se for considerar o consumo do 5X, o novo Tiggo 7 Sport pode ser ainda mais beberrão: no SUV compacto são 6,9 / 8,1 km/l (cidade e estrada) com etanol e 9,9 / 11,5 km/l com gasolina.

O Tiggo 7 Pro Max Drive vem equipado com o 1.6 turboflex de 187 cv e transmissão automática DCT de 7 velocidades de dupla embreagem. Já o Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive adota o mesmo 1.5 turboflex com sistema híbrido leve que eleva sua potência a 160 cv (com etanol) e 157 cv (gasolina) e a mesma caixa DCT. Ambos custam R$ 169.990.

O que muda na linha 2025

No visual, a única novidade da linha 2025 é que todos Tiggo 7 adotam o mesmo padrão de grade do modelo Hybrid.

A versão Sport também perde o teto solar panorâmico, o ar-condicionado não é de duas zonas e também não conta com detecção de ponto cego.

Em compensação, o porta-malas ganha 50 litros com a retirada de um porta-objetos e o eleva a 525 litros. Com entreeixos de 2,67 m, o banco traseiro é bem espaçoso, com saídas do ar-condicionado e entrada USB. O túnel central rebaixado ajuda a acomodar melhor que vai no meio.

Mesmo sem ser tão completo quanto os demais, o Tiggo 7 Sport conta com rodas de 18 polegadas com pneus 225/60, faróis full-led e conteúdos bem atraentes, junto com os revestimentos caprichados de seu interior.

Destaque para o painel de instrumentos de 12,3”, multimídia de 10,25”, ajustes elétricos dos bancos do motorista e passageiro, carregador de celular por indução, 6 airbags e câmera de ré, entre outros.

A versão PCD vai custar R$ 125.631,20 com isenção de IPI.

Concorrência acirrada

As vendas do Tiggo 7 Sport começam em meados de março e a Caoa mira entre os concorrentes Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos, Honda ZR-V, Ford Territory, Chevrolet Equinox e Mitsubishi Eclipse Cross, todos com preços acima da versão Sport.

A expectativa é de dobrar as vendas: em 2023, a Caoa Chery emplacou 6.349 unidades do Tiggo 7, o de menor desempenho entre os Tiggo. O SUV possui 5 anos de garantia.

Para o lançamento, a Caoa oferece condições especiais pelo banco Santander, com taxa de juros de 0,99% ao mês, no plano de 24 meses e 50% de entrada.

Novo centro logístico: R$ 50 milhões

A apresentação do Caoa Chery Tiggo 7 Sport foi feita no novo centro de distribuição da montadora, em Franco da Rocha, a 50 km de São Paulo, que acaba de ser inaugurado.

São 48 docas em uma área de 22 mil m², capaz de armazenar 1,8 milhão de peças e conta com 90 colaboradores diretos.

De acordo com a Caoa, que investiu R$ 50 milhões no novo site, o tempo máximo de espera por uma peça no Brasil é de 24 horas. A distribuição dos componentes é feita pela RGLog, parceira logística da Caoa.

Caoa pode ter carro 100% brasileiro

Produzir um carro 100% nacional está nos próximos planos de Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, CEO do Grupo Caoa. O executivo revelou ao portal Automotive Business que uma das possibilidades de levantar capital para investir em um carro inédito, ainda sem nomes revelados, é abrir capital na Bolsa de Valores B3.

Até então, o grupo já produz carros sob licença da Hyundai e da Chery. A produção do novo modelo brasileiro seria na mesma fábrica da montadora, em Anápolis (GO), após passar por readequações.

Ainda conforme a reportagem do portal Automotive Business, a montadora já teria uma equipe técnica formada para desenvolver o novo modelo, mas Caoa Filho não descarta a possibilidade de contratar uma empresa de engenharia terceirizada para auxiliar nesse processo.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo, editora do portal www.viadigital.com.br e do canal @viadigitalmotors no YouTube. Acesse: linktr.ee/viadigitalmotors E-mail: lucia@viadigital.com.br

Tiggo 7 Sport passa a ser o SUV médio mais acessível do mercado

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