“Abolicionistas Brasileiras”

Silvana Mendes leva arte maranhense a exposição no Rio de Janeiro

Artista de São Luís, Silvana Mendes participa da mostra “Abolicionistas Brasileiras”, que reúne trabalhos inspirados em mulheres que lutaram pela abolição.

Na Mira

- Atualizada em 15/09/2026 às 10h00
Silvana Mendes participa de exposição itinerante na capital carioca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Silvana Mendes participa de exposição itinerante na capital carioca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

SÃO LUÍS – A arte maranhense vai ganhar espaço no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. A partir desta quarta-feira (16), a artista visual Silvana Mendes participa da exposição itinerante “Abolicionistas Brasileiras”, iniciativa do Instituto Artistas Latinas.

Ocupando a Sala Bernardelli, a mostra reúne obras inéditas de oito artistas brasileiras contemporâneas, produzidas a partir de referências de mulheres que foram símbolos da luta pela abolição no Brasil.

Além desses trabalhos, a exposição também conta com obras de outras artistas convidadas. A proposta é colocar diferentes olhares em diálogo e provocar reflexões sobre a história do país e as marcas deixadas pelo período colonial e escravocrata.

Obras de Silvana Mendes propõe novos olhares sobre a história

Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, “Abolicionistas Brasileiras” busca conectar memória, arte e questões contemporâneas. A mostra parte de figuras importantes da luta pela abolição para discutir o passado e também imaginar novos caminhos para uma sociedade mais igualitária.

A presença de Silvana Mendes coloca a produção maranhense nesse diálogo, levando para o museu um trabalho construído a partir de questões ligadas à imagem, à memória e às experiências de pessoas negras.

Quem é Silvana Mendes

Nascida em São Luís, em 1991, Silvana Mendes é artista visual e graduanda em Artes pela Universidade Federal do Maranhão. Seu trabalho investiga o cotidiano e a subjetividade do comum, utilizando diferentes suportes e linguagens, como fotografia, lambe e muralismo.

Na fotografia afetiva, uma das frentes de sua produção, a artista trabalha com a desconstrução de visualidades negativas e estereótipos relacionados a corpos negros, buscando ressignificar símbolos e imagens por meio da fotografia e de recursos digitais.

Agora, sua produção integra uma exposição que reúne diferentes artistas brasileiras para olhar para a história da abolição e pensar nos caminhos para uma sociedade mais equânime.

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