Movimento, subversão e transformação das palavras
Quanto maior o vocabulário, mais complexo e abstrato se torna o pensamento humano. Dizem por aí, que tem o poder da palavra jamais perde uma batalha. Em meio as palavras "o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".
As palavras possuem poder real. Elas moldam pensamentos, constroem ou destroem relações, afetam a saúde mental e transformam a realidade ao definir como interpretamos os fatos do cotidiano. Quanto maior o vocabulário, mais complexo e abstrato se torna o pensamento humano. Dizem por aí, que tem o poder da palavra jamais perde uma batalha. Em meio as palavras "o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". Valeu Martin Luther King pelas palavras !
Eu lá vou eu mais além: "A vida é muito mais do que qualquer Literatura. Por isso é que não pode ter censura nunca. Porque você não censura a vida. É uma falta absoluta de quem acha que pode censurar. Porque a arte é libertária pela sua própria essência. É por que é ela que se permite mostrar que a vida não tem censura ! Por mais que você queira, não há ditador que consiga calar a humanidade". Essas palavras foram citadas pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, durante a participação dela na Festa Literária Internacional de Paraty de 2026 (RJ), falando sobre seu livro recém-lançado: “PELA MÃO DO POVO – DEMOCRACIA E VOTO NO BRASIL ”. Em sua obra, a ministra faz um apanhado histórico sobre o direito ao voto e transformações eleitorais que se moldaram nos diferentes contextos políticos do Brasil no curso da retomada da democracia.
E eu vou mais além com o ex-Titãs, Arnaldo Antunes: “a palavra não é apenas um instrumento de comunicação, mas um corpo vivo que possui som, imagem e movimento. Influenciado pela poesia concreta, o artista liberta o termo escrito do papel para transformá-lo em som cantado, caligrafia, colagem e instalação visual”.
E lá vou eu viajando com as palavras que se transformam em frases e por último em resenhas criadas para serem lidas e intepretadas, tais como, a “Pequena Felicidade dos Ressentidos”, um texto de Washington Luís, crítico da Revista Fórum, transcrito e editado por mim.
Enfim, com as redes sociais vivemos a Era que destruir reputações frequentemente produz mais visibilidade do que construir ideias. É a busca incessante por engajamento virtual.
"A psicanálise amplia essa compreensão. Freud observou que a inveja dificilmente conduz alguém ao aperfeiçoamento. Melanie Klein aprofundou essa percepção ao demonstrar que o invejoso frequentemente procura atingir exatamente aquilo que reconhece como valioso no outro. A intenção deixa de ser conquistar qualidades semelhantes. O objetivo passa a ser reduzir o valor daquilo que desperta admiração. Friedrich Nietzsche identificou nesse movimento uma das marcas do ressentimento: a incapacidade de criar valores próprios leva alguns indivíduos a dedicar suas energias à desqualificação daqueles que representam força, competência ou realização.
Esse talvez seja um dos traços mais preocupantes do nosso tempo. Sociedades florescem quando conseguem admirar seus melhores cientistas, artistas, professores, escritores, médicos, atletas e pesquisadores. Entram em declínio quando passam a investir mais energia em desmontar reputações do que em formar novas referências. A crítica continua indispensável. Sem ela, nenhuma democracia amadurece. O problema nasce quando criticar deixa de significar examinar fatos e passa a significar apenas procurar defeitos. Nesse ambiente, a excelência deixa de inspirar. Passa a provocar hostilidade.
A velocidade com que hoje se espalham ataques públicos criou a ilusão de que ironia substitui inteligência e de que ridicularizar alguém equivale a formular uma crítica consistente.
Sempre que uma sociedade passa a dedicar mais energia à destruição de referências do que à formação de novas referências, alguma coisa começa a se deteriorar em seu horizonte cultural.
Diminuir os melhores nunca produziu pessoas melhores. Apenas oferece um alívio passageiro a quem desistiu de enfrentar as próprias limitações.
A verdadeira grandeza continua pertencendo àqueles que conseguem admirar a excelência sem sentir que ela diminui a sua própria".
Assim como as palavras, a felicidade está nas pequenas coisas, então desfrute desse sentimento.
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