Maria Joana Festival

Filme maranhense “Tomate” vence prêmio em festival nacional de cinema

Produção criada por universitários, filme maranhense foi reconhecido pelo roteiro, trabalho colaborativo e abordagem afetiva sobre cuidado e reconciliação.

Imirante.com

Atualizada em 18/07/2026 às 15h42
“Tomate” conquistou o prêmio de melhor curta-metragem. (Reprodução/Irin Omi Produções)
“Tomate” conquistou o prêmio de melhor curta-metragem. (Reprodução/Irin Omi Produções)

SÃO LUÍS – O filme maranhense “Tomate”, dirigido por Karle Costa e Breno Garcia, venceu o Prêmio Maria Joana de Melhor Curta-Metragem Brasileiro 2026. O resultado foi divulgado na quinta-feira (16), após a participação da produção no Festival Maria Joana de Cinema Canábico, realizado em Florianópolis, capital de Santa Catarina.

A organização destacou o roteiro do curta-metragem, a produção colaborativa e a abordagem emocional do filme. “Pelo ótimo roteiro, com produção colaborativa, e sinceridade emocionante”, informou o festival ao anunciar o prêmio.

Filme maranhense aborda cuidado e reconciliação

Com 15 minutos de duração, “Tomate” mistura drama e comédia para contar uma história sobre conflitos familiares, cuidado e reconciliação entre diferentes gerações.

Na trama, um neto rompe a relação com a avó após uma discussão. Tempos depois, ele precisa voltar para casa e assumir os cuidados da familiar, que está doente. A convivência cotidiana cria uma nova oportunidade de aproximação entre os dois.

A divulgação do resultado também dedicou o reconhecimento às avós que poderiam realizar tratamentos com cannabis. O tema está relacionado à proposta do festival, que reúne produções sobre questões sociais, culturais, científicas, políticas e artísticas ligadas à planta.

Filme maranhense nasceu na UFMA

O filme foi produzido pela Irin Omi, produtora independente criada por estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Gravado inteiramente em São Luís, o projeto começou durante atividades acadêmicas e reuniu universitários de diferentes áreas do audiovisual.

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A ideia surgiu a partir da música “Tomate”, composta pelo artista maranhense Victor Cravin em homenagem à própria avó. A equipe ampliou a narrativa com relatos e experiências de outras pessoas sobre relações familiares, diferenças entre gerações e luto.

Equipe de produção do curta-metragem. (Foto: Reprodução/Irin Omi Produções)
Equipe de produção do curta-metragem. (Foto: Reprodução/Irin Omi Produções)

“A ideia veio da música, mas foi sendo transformada para falar sobre o sentimento de ter uma avó, as diferenças entre gerações, os conflitos familiares e a importância da reconciliação”, explicou Karle Costa, em entrevista anterior ao Imirante.

Equipe enfrentou desafios em produção de filme maranhense

Grande parte dos custos da produção, como transporte, alimentação e logística, foi paga pelos próprios integrantes da equipe. “Cinema não se faz sozinho, sempre é algo coletivo onde tem uma troca. Nunca vai ser só o teu ponto de vista”, afirmou Karle.

Além dos diretores Karle Costa e Breno Garcia, a organização do festival parabenizou Ranaisy Santos e os demais profissionais das equipes artística e técnica envolvidos na produção.

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