SÃO LUÍS – O filme maranhense “Tomate”, dirigido por Karle Costa e Breno Garcia, venceu o Prêmio Maria Joana de Melhor Curta-Metragem Brasileiro 2026. O resultado foi divulgado na quinta-feira (16), após a participação da produção no Festival Maria Joana de Cinema Canábico, realizado em Florianópolis, capital de Santa Catarina.
A organização destacou o roteiro do curta-metragem, a produção colaborativa e a abordagem emocional do filme. “Pelo ótimo roteiro, com produção colaborativa, e sinceridade emocionante”, informou o festival ao anunciar o prêmio.
Filme maranhense aborda cuidado e reconciliação
Com 15 minutos de duração, “Tomate” mistura drama e comédia para contar uma história sobre conflitos familiares, cuidado e reconciliação entre diferentes gerações.
Na trama, um neto rompe a relação com a avó após uma discussão. Tempos depois, ele precisa voltar para casa e assumir os cuidados da familiar, que está doente. A convivência cotidiana cria uma nova oportunidade de aproximação entre os dois.
A divulgação do resultado também dedicou o reconhecimento às avós que poderiam realizar tratamentos com cannabis. O tema está relacionado à proposta do festival, que reúne produções sobre questões sociais, culturais, científicas, políticas e artísticas ligadas à planta.
Filme maranhense nasceu na UFMA
O filme foi produzido pela Irin Omi, produtora independente criada por estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Gravado inteiramente em São Luís, o projeto começou durante atividades acadêmicas e reuniu universitários de diferentes áreas do audiovisual.
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A ideia surgiu a partir da música “Tomate”, composta pelo artista maranhense Victor Cravin em homenagem à própria avó. A equipe ampliou a narrativa com relatos e experiências de outras pessoas sobre relações familiares, diferenças entre gerações e luto.
“A ideia veio da música, mas foi sendo transformada para falar sobre o sentimento de ter uma avó, as diferenças entre gerações, os conflitos familiares e a importância da reconciliação”, explicou Karle Costa, em entrevista anterior ao Imirante.
Equipe enfrentou desafios em produção de filme maranhense
Grande parte dos custos da produção, como transporte, alimentação e logística, foi paga pelos próprios integrantes da equipe. “Cinema não se faz sozinho, sempre é algo coletivo onde tem uma troca. Nunca vai ser só o teu ponto de vista”, afirmou Karle.
Além dos diretores Karle Costa e Breno Garcia, a organização do festival parabenizou Ranaisy Santos e os demais profissionais das equipes artística e técnica envolvidos na produção.
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