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COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH: César Martins faz sucesso em festas de casamento

E mais: Qualidade dos queijos do MA

PH

Com pinta de galã, o jovem e aplaudido cantor César Martins ultimamente tem feito sucesso cantando em festas de casamento. Sempre é aguardado como grande atração artística
Com pinta de galã, o jovem e aplaudido cantor César Martins ultimamente tem feito sucesso cantando em festas de casamento. Sempre é aguardado como grande atração artística

Projeto que cria o Profimed

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado, concluiu a aprovação do projeto que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), uma prova nacional de medicina como pré-requisito para o registro profissional.

Ficarão dispensados médicos já registrados e estudantes que comecem o curso enquanto o projeto não virar lei.

Pelo projeto, os recém-formados em medicina realizarão o Profimed a partir do primeiro semestre após o término do curso. Quem não for aprovado poderá atuar de forma exclusiva em atividades técnico-científicas, sem contato com pacientes, mediante autorização do Conselho Regional de Medicina (pela Inscrição de Egresso em Medicina).

O texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados.

Um ótimo filme

O final de semana ainda não chegou, mas, com ele se aproximando, começa também aquela vontade de desacelerar e assistir a um bom filme.

Para quem busca uma opção leve, divertida e cheia de adrenalina, O Dublê, disponível na Netflix, surge como uma aposta certeira para transformar a quinta-feira em noite de cinema sem sair de casa.

Dirigido por David Leitch (Trem-Bala, Deadpool 2), o longa de ação e comédia lançado em 2024 revisita o universo dos bastidores de Hollywood ao se inspirar na série Duro na Queda, sucesso dos anos 80.

A produção acompanha um profissional acostumado a viver perigos extremos, até que um acidente muda completamente o rumo da sua vida.

Imersão exclusiva para médicos

O uso das chamadas “canetas para emagrecer” se tornou um dos assuntos mais discutidos no Brasil nos últimos meses. Impulsionadas pelas redes sociais e pela promessa de resultados rápidos, medicações injetáveis como Ozempic, Wegovy e similares vêm sendo procuradas por milhares de pessoas. Mas até que ponto o emagrecimento acelerado é seguro?

Esse é o tema central do novo episódio do Podcast Tete a Tete, que vai ao ar nesta quinta-feira, no YouTube.

A convidada é a médica Dra. Acácia Jordão, que traz um alerta importante sobre os riscos do uso indiscriminado dessas medicações e reforça a necessidade de acompanhamento médico adequado.

Com 35 anos de atuação na medicina, Dra. Acácia destaca que a obesidade é uma doença crônica e precisa ser tratada com responsabilidade. Segundo ela, o problema não está necessariamente nas medicações, mas na forma como estão sendo utilizadas.

Em defesa dos poetas

É de João Luís Barreto Guimarães/Prêmio de Literatura DST o recado:

A poesia é um despertador extraordinário. Quantos de nós saberiam ver como o poeta norte-americano Simic que uma pedra não é mais do que “um espelho que funciona mal?” Ou que uma vassoura é “uma árvore no pomar dos desfavorecidos?”

Algum de nós já tinha notado como o poeta norte-americano Collins que a foz de um rio é “o sítio onde o rio perde o seu nome para o mar?”

Ou como o sueco Transtromer que lembra que uma lagoa “e uma janela para o interior da terra?”

É precisamente para este tipo de coisas que precisamos de poetas ...

Concurso de Queijo do Maranhão

Você é produtor de queijos e derivados lácteos no Maranhão e busca reconhecimento técnico para a qualidade do seu produto? Então não perca a oportunidade de inscrever seus produtos no Concurso de Queijos do Maranhão, que será realizado nos dias 11 e 12 de março, no SENAI Açailândia, e está com inscrições abertas até o dia 06/03.

A iniciativa é realizada no âmbito do Projeto Inova Indústria, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) com parceria institucional do SEBRAE-MA.

O concurso é destinado a empresas formalmente constituídas, localizadas e com produção no estado. O objetivo é incentivar a inovação, a padronização e a melhoria contínua dos produtos, além de promover a competitividade das indústrias de laticínios maranhenses.

A responsabilidade técnica e operacional do Concurso de Queijo do Maranhão é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI) e tem correalização do Sindicato das Indústrias de Leite e Derivados do Estado do Maranhão (SINDILEITE-MA).

Qualidade dos queijos do MA

De acordo com dados do Observatório da Indústria, da FIEMA, produtos lácteos do Maranhão, como queijo, manteiga e iogurte, que possuem certificação e selo de inspeção federal (SIF), apresentam qualidade suficiente para serem exportados.

Essa alternativa surge como uma oportunidade para superar as limitações do mercado interno, onde produtores reclamam dos preços pagos pelos distribuidores.

O Maranhão produziu 420 milhões de litros de leite em 2023, totalizando 1,2% da produção leiteira brasileira. Minas Gerais (9,4 bilhões), Paraná (4,5 bilhões) e Rio Grande do Sul (4,1 bilhões) são os principais estados produtores.

No Nordeste, o Maranhão é o 6º produtor de leite, atrás dos estados de Pernambuco, Bahia, Ceará, Alagoas e Sergipe.

Um dado relevante é que o Maranhão possui o 2° maior rebanho bovino do Nordeste, perdendo apenas para a Bahia.

O eterno retorno

Jornalista experiente, Túlio Milman saiu na frente e resolveu antecipar o futuro do caso Banco Master. Segundo ele, daqui a algum tempo, tudo estará igual.

Ou seja: pode haver algumas mudanças cosméticas. Talvez um ou outro afastamento estratégico. Quem sabe uma prisão que produza manchetes fortes. Alguma cena de impacto, devidamente televisionada. Mas, estruturalmente, a música será a mesma. Pode mudar o arranjo. O ritmo permanece.

Não é pessimismo. É padrão.

O eterno retorno...2

O Brasil desenvolveu uma notável habilidade de metabolizar escândalos. Primeiro vem a explosão. Indignação coletiva, discursos inflamados, promessa de ruptura histórica. A sensação é de que, desta vez, o sistema será redesenhado.

Depois começa o segundo movimento. Recursos, teses jurídicas sofisticadas, disputas processuais, rabos presos, debates técnicos intermináveis. O tema deixa de ser moral e passa a ser procedimental. A temperatura baixa. A atenção pública se desloca.

Não é necessário que haja uma conspiração explícita. Sistemas complexos têm instinto de autopreservação. Quando um escândalo ameaça atingir muitos ao mesmo tempo, cria-se uma espécie de consenso silencioso em favor da estabilidade. Cada ator protege seu perímetro. No conjunto, o resultado é previsível.

Já vimos esse roteiro antes.

Um dos grandes sucessos da festa infantil que comemorou os 11 anos de Leonardo Holanda Vilhena foi o cartunista Nuna Neto, que é visto com Natália Leite e sua filha Catarina exibindo a caricatura feita pelo artista
Um dos grandes sucessos da festa infantil que comemorou os 11 anos de Leonardo Holanda Vilhena foi o cartunista Nuna Neto, que é visto com Natália Leite e sua filha Catarina exibindo a caricatura feita pelo artista

DE RELANCE

Eco dez anos depois

Em seu testamento, Umberto Eco (1932 - 2016) impôs uma “cláusula de silêncio”: durante 10 anos após sua morte, não se devia falar sobre sua vida e obra. No último dia 19 de fevereiro, esse interdito incomum prescreveu e podemos enfim recordar um dos mais influentes intelectuais da segunda metade do século 20.

Romancista, filósofo, ensaísta, semiólogo, medievalista, bibliófilo e tantos outros notáveis atributos mais, o italiano encarnava na contemporaneidade o ideal do “homem renascentista”, proficiente em diversas disciplinas e norteado por curiosidade investigativa e humanismo irredutível.

Seu Apocalípticos e Integrados, publicado no Brasil em 1991, conjunto de ensaios em que analisa fenômenos da cultura e da mídia de massa sob o olhar da semiótica e de abordagens como a antropologia social, alertava como manifestações como os quadrinhos, o cinema e a música radiofônica acolhem camadas de contraditórios significados.

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A despeito do ceticismo e da ironia, Eco sabia render-se aos prazeres da “baixa cultura”, como conta no longo ensaio dedicado ao clássico Casablanca (1942): “Quando todos os arquétipos irrompem sem pudor, atingimos profundezas homéricas. Dois clichês nos fazem rir. Cem clichês nos comovem. Pois pressentimos vagamente que os clichês estão conversando entre si e celebrando um reencontro”.

Mas é no passado que o apetite por conhecimento desse uomo universale tem suas origens: a cultura greco-romana e, em especial, a filosofia, a estética e a história da Idade Média fascinaram desde cedo o piemontês de Alessandria. (Não deve ser por acaso que a localidade natal do intelectual tenha o mesmo nome da cidade egípcia que abrigava a maior biblioteca do mundo antigo.)

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Eco inoculou em mim o encanto pelo medievalismo com O Nome da Rosa (1980), uma inventiva mistura de romance policial e especulação teológico-filosófica ambientada em um mosteiro beneditino no começo do século 14.

No final do best-seller que vendeu mais de 50 milhões de exemplares, o frei Guilherme de Baskerville – espécie de Sherlock Holmes de batina que ganhou o rosto e o garbo de Sean Connery na versão para o cinema de 1986 – escreve em seu diário, ao pressentir a morte: “Cairei na divindade silenciosa e desabitada onde não há obra nem imagem”.

Na nossa atual Idade das Trevas, o retorno de Umberto Eco à luz é uma bênção.

Boca de Luar

Em estilo refinado e inconfundível, as crônicas de Carlos Drummond de Andrade não poderiam ter outro destino senão o de transcender o transitório e permanecer. Prova disso foi a reedição, no começo da década passada, deste título, com novo projeto gráfico e novo prefácio.

Em 1984, Drummond escreveu sua última crônica para o Jornal do Brasil, atividade que manteve durante décadas.

Em Boca de Luar, organizado por Drummond no mesmo ano, estão alguns dos melhores textos publicados no início dos anos 1980. Como Drummond já ensinara em livro de 1974, de notícias e não-notícias faz-se a crônica. “Tudo que se passa no coração da gente é notícia”, sentencia o escritor em “Agora pensei em Rosa”, crônica deste volume.

Boca de Luar...2

Com genialidade, Drummond transforma pequenos fragmentos do cotidiano em obras-primas, eternizando situações aparentemente banais.

Drummond não pretende içar o desimportante ao status de “notícia”, mas tão-somente partilhar com o leitor percepções e sensações provocadas pelo cotidiano, com sua escrita coloquial, mesclando humor sutil, uma dose de lirismo, alguma nostalgia, senso crítico, ironia fina e, por vezes, um clima soturno ou um punhado de nonsense. Sete (ou mais) faces cambiantes e complementares do cronista.

Entre as crônicas de Boca de Luar, sobressai a voz que fala do Rio de Janeiro, justificando o título que lhe é dado de “cronista do Rio”. Drummond afirmou: “O Rio ainda é o maior e melhor assunto, além de ser o melhor ponto de vista para se divisar qualquer assunto.”

O misto de integração e distanciamento – pois Drummond era mineiro – posiciona o cronista num intermédio que lhe permite perceber, talvez com maior clareza, as mazelas e delícias do lugar que elegeu  como morada.

Ao cronista, que se esmera para eternizar o efêmero e o circunstancial, diria o poeta: “as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.

De volta a São Luís, a deputada federal Roseana Sarney recebendo a visita dos velhos amigos Inácio Pinheiro, José Pereira Godão e Roberto Brandão, em sua casa no Calhau
De volta a São Luís, a deputada federal Roseana Sarney recebendo a visita dos velhos amigos Inácio Pinheiro, José Pereira Godão e Roberto Brandão, em sua casa no Calhau

Para escrever na pedra:

“Certas coisas se sentem com o coração. Deixa falar o teu coração, interroga os rostos, não escutes as línguas”. De Umberto Eco.

TRIVIAL VARIADO

Emboscada no Rio: O Supremo condenou os irmãos Brazão a 76 anos de prisão por ordenar assassinato de Marielle Franco. Oito anos após o crime, Justiça aponta Chiquinho e Domingos Brazão como mandantes. Outros três réus também receberam penas, de nove a 56 anos. 

Estupro: O Senado aprova vulnerabilidade absoluta para menor de 14 anos. O projeto segue para sanção do presidente Lula.

Prorrogação: O Governo adia por 90 dias regra sobre trabalho no comércio em feriados. Abertura de lojas exigiria acordo coletivo.

Frete e debate: A Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas foi debatida na reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que as multas passaram de 7.689, em 2024, para 66.698, em 2025.

Alternativa: O presidente da Fiepa defendeu mobilização da CNI, em articulação com outras confederações patronais, para que o piso mínimo deixe de ser obrigatório e passe a ter caráter referencial, como forma de reduzir o Custo Brasil.


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