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COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH: Reges e Soraia com a Chef Alice Marto

E mais: O político em seu labirinto

PH

Registro de uma das últimas viagens internacionais de Reges Fialho, com a filha Soraia, sendo recebidos pela Chef Alice Marto, 91 anos, lendária dona do restaurante Tia Alice, de cozinha tradicional portuguesa e laureado com uma estrela Michelin, em Fátima (Portugal)
Registro de uma das últimas viagens internacionais de Reges Fialho, com a filha Soraia, sendo recebidos pela Chef Alice Marto, 91 anos, lendária dona do restaurante Tia Alice, de cozinha tradicional portuguesa e laureado com uma estrela Michelin, em Fátima (Portugal)

Recordar é viver

Está completando dois anos que o empresário Reges Gomes Fialho saiu de cena e ficou recolhido ao seu apartamento no Península da Ponta d´Areia para tratamento de saúde.

Fundador do Restaurante Cabana do Sol, ele criou uma marca que é sucesso há quase 50 anos em Imperatriz, onde tudo começou, e em São Luís – aqui há mais de 20 anos.

Os empreendimentos são comandados, hoje, por sua esposa Socorro e os filhos Marcelo e Soraia.

Vacinação contra a Influenza

Começou no sábado nas regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Muitos municípios, caso de São Luís, dão largada na imunização gratuita contra a gripe nesta segunda-feira. São vários os fatores que devem levar profissionais de saúde, autoridades da área e o poder público a intensificar os esforços de comunicação para elevar a adesão à vacina. 

Conforme o Ministério da Saúde, dados preliminares deste ano indicam maior circulação de vírus respiratórios, como o da influenza. Até a metade do mês, o país registrou 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que resultaram em 840 mortes. 

A gripe foi identificada como causadora de 28% das infecções.

Vacinação contra a Influenza...2

O Maranhão é especialmente sensível à gripe e já teve em 2025 números inquietantes. O Estado contabilizou no ano passado milhares de hospitalizações devido à doença, número bem superior a 2024. O Estado registrou muitas mortes, em número superior à série histórica iniciada em 2009, na pandemia de H1N1.

As estatísticas são eloquentes: quase 80% dos hospitalizados e mais de 70% dos mortos não foram imunizados.

Também preocupa que, nos últimos anos, a cobertura vacinal venha caindo no Maranhão. Convém reforçar que se vacinar é um ato de proteção individual mas também coletiva, por diminuir a circulação viral – e há pessoas que, por restrições de saúde, não podem ser imunizadas. 

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A vacinação reduz os riscos de complicações, de hospitalizações e de óbito. Ainda assim, todo ano, neste período de muitas chuvas, há maior procura de hospitais e emergências por problemas respiratórios causados por diversos agentes infecciosos.  

O ano passado, na Capital e na Região Metropolitana, foi caótico com a superlotação das unidades de saúde. A baixa adesão à vacina foi apontada como uma das causas.

Seria esperado que, com a lição de 2025, o poder público se preparasse melhor e ampliasse a capacidade de atendimento neste ano, diante de um previsível aumento da procura por amparo na época mais chuvosa do ano. 

Mas, ainda neste mês, a Secretaria de Saúde de São Luís estava sob alerta pela superlotação das emergências hospitalares do município. A forma mais prudente de diminuir o risco de necessitar ajuda por problemas respiratórios e não encontrar é se vacinar. 

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A meta é imunizar 90% de crianças, gestantes e idosos, a prioridade entre os grupos com vacinação mais indicada, que incluem ainda indígenas, quilombolas e trabalhadores das áreas da saúde, educação e transporte, entre outros. Adiante será informado o calendário para o público em geral.

Cumpre lembrar que apenas em um período de ao menos duas semanas após a aplicação o organismo tem a imunidade esperada.

Assim, o indicado é procurar as unidades o quanto antes, para chegar protegido ao período de maior circulação viral e de aglomeração em ambientes fechados.

Indústria e acordo

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, participou, semana passada, em São Paulo, do seminário sobre o Acordo Mercosul-União Europeia.

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria, o encontro tratou da atração de investimentos para a indústria brasileira, especialmente para Estados com forte vocação produtiva, como o Maranhão.

Entre os destaques do evento, o anúncio feito pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloízio Mercadante, de R$ 10 bilhões em novas linhas de crédito para o setor.

Os recursos devem ser destinados à digitalização e à economia verde. Com a entrada em vigor do acordo já em maio, a expectativa é de mais competitividade para os produtos brasileiros no exterior.

Direita e tensão

Cresce a tensão em torno de um movimento nacional liderado pelo deputado federal mineiro Nikolas Ferreira.

Ele vem articulando a formação de uma bancada jovem de perfil conservador.

A estratégia é indicar nomes em diferentes estados, o que tem gerado ruídos dentro do próprio campo bolsonarista.

Há desconfiança sobre a autonomia e os interesses políticos de Nikolas, que já teve embates públicos com os filhos de Jair Bolsonaro.

O uso de camisinha

Um dado preocupante. No Maranhão, quase metade dos jovens admite não ter usado camisinha na primeira relação sexual. O índice dos que afirmam ter usado o preservativo é pouco mais de 50%, abaixo da média nacional de 61,7%.

Quando perguntados sobre a última relação antes da pesquisa, pouco mais de 50% disseram ter usado camisinha, que ainda é a principal medida contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Entre os que usaram, apenas 20% disseram ter conseguido o dispositivo por meio dos serviços de saúde.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cintia e Fernando Motta numa de suas últimas visitas a Teresina, onde receberam o carinho de muitos amigos. Em março eles completaram 42 anos de casados
Cintia e Fernando Motta numa de suas últimas visitas a Teresina, onde receberam o carinho de muitos amigos. Em março eles completaram 42 anos de casados

DE RELANCE

O político em seu labirinto

Na política, como na gestão de empresas, deveria valer aquele aviso em letrinhas miúdas dos contratos de investimentos: ganhos passados não são garantia de ganhos futuros.

Explicando de outra forma, o que deu certo lá atrás não quer dizer que seguirá dando certo para sempre.

A lição é especialmente valiosa para políticos que se gabam de conquistas pregressas como se fossem certidões de que o mundo continuará sorrindo para o eleitor.

A ilusão de viver no pretérito, um erro ampliado pela marcha dos anos, já enterrou muitas carreiras diante de adversários que, no lugar do baú de memórias, acenam com mudanças profundas para melhor no futuro.

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O eleitor pode ser agradecido, mas não vota pelo retrovisor.

Aliás, este eleitor quer um tranco na criminalidade que lhe rouba o celular e o meio de vida, que se contenham os impostos e os desperdícios, e que se mandem os corruptos para a cadeia.

Ele também se irrita com a pregação da escala de 5x2, porque, se preciso, trabalha por conta própria sete dias por semana.

Para desgosto da esquerda mofada, ele não odeia os patrões – ele quer é ser o patrão, nem que seja do próprio nariz.

Conversar é preciso

Nunca foi tão fácil ter opinião. E nunca foi tão difícil sustentar uma. Ouvir virou comportamento de luxo. Ser ouvido, para continuar a conversa, é uma raridade.

Viramos respondedores de opiniões dos outros. Para retrucar, para ter razão, para pegar a vírgula com a qual não concordamos e focar nela para seguir a discussão. Viramos arena, não palco de ideias. Se for nas redes sociais, fazemos isso como leões.

Imagina que loucura ver uma foto de alguém com uma roupa que achamos feia e simplesmente seguir rolando a tela, sem parar para comentar que o look estava estranho.

Conversar é preciso...2

A caixa de comentários de cada publicação parece ter um ímã forte, especialmente para os que esquecem dos bons modos de convivência, achando que na rede social não tem ninguém do outro lado e que podem ofender como bem entendem.

As redes, aliás, são cheias de especialistas. Agora é a vez dos que sabem muito sobre o Irã, mas cuja política internacional entrou no radar há alguns meses.

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Geopolítica, guerras, tudo isso é discutido com certezas absolutas. Quem discordar é ignorante, chato, bolsonarista ou lulista, motense ou sampaino. Todo mundo sabe. Todo mundo crava. Todo mundo tem lado e convicção inabaláveis.

Esse pessoal é barulhento a ponto de acharmos que são maiores do que realmente são. Aparece quem reage primeiro. Quem simplifica mais. Quem fala mais alto.

A opinião vem muito antes do entendimento.

Filmaço na TV

Quem dormiu tarde na madrugada de domingo para esta segunda-feira e ficou ligado na TV Mirante, não pode reclamar da sorte.

Por volta de 1h15min, o Cinemaço exibiu um dos melhores e mais polêmicos filmes dos últimos anos: Bela Vingança (Promising Young Woman, 2020), que ganhou o Oscar de roteiro original, assinado por sua diretora, a inglesa Emerald Fennell — que depois faria os também controversos Saltburn (2023) e O Morro dos Ventos Uivantes (2026).

Na premiação da Academia de Hollywood, concorreu ainda às estatuetas douradas de melhor longa-metragem, direção, atriz (Carey Mulligan) e edição (Frédéric Thoraval).

O título nacional não tem a sutileza nem o duplo sentido de Promising Young Woman. A jovem promissora pode ser tanto Nina Fisher — de quem saberemos aos poucos — quanto Cassandra, a protagonista interpretada com gana por Carey Mulligan.

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Por outro lado, o nome Bela Vingança escancara o que acontece desde a abertura: este é, sim, um filme de vingança. Que começa com a exibição, em uma pista de dança, de bundas e pernas masculinas, imitando o enquadramento típico dedicado a mulheres nesses cenários e invertendo a mão: agora, os homens é que são as “presas”.

A caçadora é Cassie, que finge estar bêbada, desnorteada e desamparada em bares para atrair caras que, por sua vez, fingem não compactuar com a cultura do estupro.

Na sua jornada, ela se depara com personagens interpretados por Adam Brody, Christophe Mintz-Plasse e o comediante Bo Burnham.

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Cassie também lida com mulheres que ou endossam a culpabilização da vítima — caso da ex-colega de faculdade encarnada por Alison Brie —, ou adotam o discurso do “benefício da dúvida” em relação aos rapazes, como a reitora vivida por Connie Britton.

Cada diálogo escrito por Emerald Fennell é uma joia lapidada a ponto de se tornar cortante.

A propósito, a mistura de visual colorido e tema sombrio é muito bem resumida na afiada versão instrumental de uma canção pop de Britney Spears, Toxic, no filme executada apenas ao violino, à viola e ao violoncelo, no preâmbulo de um clímax que divide opiniões, mas que era inevitável, porque cruelmente realista.

O Repórter PH com amigos especiais: Miécio e Malu Dias, que há muitos anos trocaram São Luís pela Bélgica, onde residem atualmente
O Repórter PH com amigos especiais: Miécio e Malu Dias, que há muitos anos trocaram São Luís pela Bélgica, onde residem atualmente

Para escrever na pedra:

“O segredo de uma boa velhice é simplesmente um pacto honroso com a solidão”. De Gabriel Garcia Márquez.

TRIVIAL VARIADO

Novela: “Avenida Brasil” ganha sua segunda reprise a partir de hoje, no “Vale a Pena Ver de Novo”, da Globo. Sucesso inegável da teledramaturgia, a história de João Emanuel Carneiro segue bem viva na memória afetiva e no coração do público, assim como vários de seus personagens marcantes.

Orçamento federal: Precatórios da União para 2027 somam R$ 44,9 bilhões. Valor cai em relação a 2026, segundo o Planejamento.

Dinheiro: As prefeituras de todo Brasil recebem hoje o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), referente ao terceiro decêndio do mês. O valor líquido, já descontada a parte destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), soma R$ 5 bilhões.

Queda: De acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o terceiro decêndio de março de 2026 apresentou queda de 1,08% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a  2024, contudo, houve aumento de 16,44%.

Energia elétrica: Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril.

Tome nota: A partir de abril, o método contraceptivo subdérmico passará a ser distribuído em todos os municípios. Inicialmente, a distribuição do implante foi feita apenas em cidades com mais de 50 mil habitantes.

Ajuda da IA: Segundo estudo realizado pelo Google, 80% dos brasileiros usam IA na hora de decidir o que comprar.

Mercenários: Cerca de 10 mil colombianos foram recrutados para participar de conflitos armados no mundo como mercenários, diz a ONU.

Desincompatibilização: O Vice-presidente Geraldo Alckmin deixará ministério no dia 2 de abril para se dedicar às eleições. Ele seguirá como vice.


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