entenda

De Taylor Swift a Lady Gaga: como fandoms entraram na mobilização política por Lula

Fãs de nomes como Taylor Swift e Lady Gaga mobilizaram-se online para impulsionar a candidatura de Lula, unindo cultura pop e política no Brasil.

Na Mira, com informações da Revista Variety

- Atualizada em 26/10/2026 às 14h02
De Taylor Swift a Lady Gaga: como fandoms entraram na mobilização política por Lula.
De Taylor Swift a Lady Gaga: como fandoms entraram na mobilização política por Lula. (Raoni Alves/g1)

BRASIL - O que costuma ser espaço para discutir lançamentos musicais, compartilhar teorias sobre videoclipes e organizar campanhas de divulgação de artistas também virou palco de mobilização política no Brasil. Durante a disputa presidencial de 2026, comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais usaram as redes sociais para manifestar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e ampliar o alcance de mensagens relacionadas à campanha.

O movimento chamou a atenção da imprensa internacional. Em reportagem sobre o resultado das eleições e os impactos para o cinema brasileiro, a revista Variety destacou a participação de fãs de nomes como Billie Eilish, Lady Gaga, Demi Lovato, Harry Styles, Katy Perry e Selena Gomez na mobilização online.

Segundo o texto, a movimentação ganhou força após o primeiro turno, quando Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro na votação. A partir daí, contas dedicadas a artistas passaram a usar suas plataformas para divulgar conteúdos favoráveis ao presidente e alcançar públicos mais jovens.

De acordo com o jornal The Guardian, citado pela Variety, mais de 600 grupos de fãs brasileiros declararam apoio a Lula na reta final da campanha. A mobilização evidenciou como comunidades formadas em torno da cultura pop podem ultrapassar os limites do entretenimento e participar de discussões sobre os rumos do país.

Como os fandoms entraram na política

A participação desses grupos não surgiu do nada. Fandoms já se organizam coletivamente nas redes para divulgar trabalhos, promover artistas, mobilizar seguidores e fazer campanhas em torno de causas que consideram importantes. Durante a eleição, parte dessa estrutura foi direcionada também à disputa política.

A identificação com artistas e suas manifestações públicas pode funcionar como ponto de partida para conversas sobre temas sociais e políticos. No caso brasileiro, páginas de fãs aproveitaram redes de seguidores já estabelecidas para compartilhar posicionamentos e incentivar o engajamento.

A Variety também destacou uma fala de Lula em um comício na Avenida Paulista, em São Paulo, no início de outubro. Ao se dirigir ao público, o presidente brincou: “Não sei se devo começar este discurso com 'camaradas' ou 'fãs de todo o Brasil'”.

A reportagem cita ainda o relato de uma fã de Taylor Swift, identificada como Josiane, que relacionou a influência dos artistas à participação dos jovens na política. “Nós nos inspiramos nesses artistas, e Taylor está sempre falando sobre como os jovens devem assumir a liderança”, afirmou ela ao The Guardian.

Cultura pop e participação política nas redes

A mobilização dos fandoms fez parte de um cenário mais amplo de disputa por atenção nas plataformas digitais durante a eleição. Além das páginas de fãs, a campanha também contou com iniciativas de comunicação pelo WhatsApp e com manifestações de artistas e personalidades do cinema.

Segundo a Variety, nomes internacionais como Guillermo del Toro, Pedro Almodóvar, Mark Ruffalo, Tilda Swinton e Javier Bardem se juntaram a artistas brasileiros em manifestações de apoio a Lula. Entre os gestos adotados estava o sinal de “L”, associado ao nome do candidato.

O episódio mostra como as redes sociais se tornaram um espaço importante para a circulação de mensagens políticas e como grupos originalmente ligados à música, ao cinema e a outras áreas do entretenimento podem participar desse debate.

A atuação dos fandoms, porém, não deve ser confundida com um posicionamento uniforme de todos os admiradores de um artista. Comunidades de fãs são diversas, e a mobilização de algumas páginas não significa que todos os integrantes compartilhem a mesma preferência política.

Mais do que a participação de celebridades isoladas, o destaque está na capacidade de organização de grupos digitais que já dominam ferramentas de engajamento e circulação de conteúdo. Na eleição brasileira, essa dinâmica aproximou a cultura pop da política e levou os fandoms a ocupar um espaço que vai além das conversas sobre seus ídolos.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.