Para custear tratamento

Filhos criam vaquinha para mãe internada há um ano em São Luís

Deuzanira Rodrigues, de 52 anos, sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica.
Neto Cordeiro/Imirante.com01/07/2017 às 09h57

SÃO LUÍS – Há um ano, dona Deuzanira Rodrigues, de 52 anos, está internada no Hospital Carlos Macieira, em São Luís, onde enfrenta uma doença chamada Esclerose Lateral Amiotrófica, também, conhecida como ELA. Quem a acompanha nesta luta diária são, principalmente, os quatro filhos.

“O tratamento mesmo é o amor, o cuidado.”Rodolfo Rodrigues

O mais velho deles, Rodolfo Rodrigues, de 31 anos, contou como é esta dura realidade ao Imirante.com. Acostumado a ver a mãe pescando, seu ganha-pão na época em que morava na cidade de Pinheiro, agora, o jovem luta para vê-la em casa vivendo com dignidade.

“Em outubro de 2015, ela começou a mancar do pé direito”. Ele explica como tudo começou. O diagnóstico demorou meses e, aos poucos, dona Deuzanira foi perdendo a firmeza e os movimentos. Segundo Rodolfo, ela sofreu algumas quedas e chegou a um ponto em que já não fala mais e respira com ajuda de aparelhos. “Eu não sei se existe algo pior para acontecer com o ser humano do que essa doença”, indaga.

Ao chegar à capital maranhense, dona Deuzanira trabalhava como manicure. Ela partiu porque a casa sempre alagava após as chuvas. Aqui, morou no bairro Parque Vitória. Os filhos tentam vender a casa, que ficou abandonada em Pinheiro, para que ela tenha um lar, totalmente dela, em São Luís.

Além disso, a família espera poder comprar uma cadeira, que é adaptada também para fazer o paciente se levantar, e um aparelho que ajude na comunicação. Porém, os custos são altíssimos. O custo de tudo isso está perto dos R$ 30 mil.

Rodolfo iniciou, então, uma campanha na internet para buscar ajuda. Por meio de um site, ele criou uma “vaquinha virtual”, e já conseguiu arrecadar mais de R$ 6 mil, somando também o que é depositado direto na conta dele. Por causa da burocracia, como ele próprio afirma, ainda não conseguiu aposentar a mãe.

Sem condições de arcar com tamanha despesa, os rapazes se doam por inteiro pela mulher que os criou com tantas dificuldades. “O tratamento mesmo é o amor, o cuidado”, pontua.

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença progressiva neuromuscular caracterizada pelo comprometimento dos neurônios motores. A perda desses neurônios afeta a mobilidade de pernas e braços, deixando a pessoa tetraplégica. Os músculos responsáveis pela respiração, fala e deglutição também são afetados, o que acarreta dificuldade para comer e até mesmo respirar. No entanto, não são afetados o raciocínio intelectual, visão, audição, paladar, nem olfato.

Atualmente, estima-se que há 12 mil pessoas com a doença no Brasil.

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