INTERDIÇÃO

MP enfatiza necessidade de interdição total de Terminal da Praia Grande

Núcleo de Defesa do Consumidor ressalta perigo aos mais de 150 mil passageiros que transitam pelo local; permanece impasse entre Prefeitura e Consórcios administradores.
IMIRANTE.COM, COM INFORMAÇÕES DO G1 MA24/10/2019 às 20h13
Terminal de Integração da Praia Grande está com estrutura desgastada e ameaça usuários.

SÃO LUÍS - O Ministério Público do Maranhão (MPMA) permanece com a tese de que o Terminal de Integração da Praia Grande, na Região Central de São Luís, deve ser interditado totalmente, afirma a promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcante.

Para o MPMA, é inviável que o terminal continue funcionando com o nível de deterioração em que se encontra a estrutura. O núcleo de Defesa do Consumidor do sítio enfatiza que a interdição deve decorrer em virtude da segurança de mais de 150 mil usuários que por lá transitam, diariamente.

“Nós pedimos a interdição total do terminal e, como pedido sucessivo, no caso do não entendimento de interdição total, que seja interditado judicialmente, porque já há interdição administrativa da Defesa Civil da plataforma 3 e 4. Estamos aguardando”, pontua Cavalcante, sugerindo que a Justiça, diante do impasse, tome partido.

Plataformas 3 e 4 foram interditadas pela Defesa Civil na semana passada. (Foto: Divulgação)

Ainda para a promotora de Defesa do Consumidor, os materiais utilizados na construção do terminal são antiquados, e precisam ser substituídos por novos e mais seguros. Em entrevista, Lítia Cavalcante afirmou que é nítido o comprometimento da estrutura e que o espaço carece de uma reforma.

Ainda como parte de um novo terminal, como requer o MPMA para a população da capital, Cavalcante diz que se faz necessário contemplar os usuários do transporte coletivo com mais segurança, isto é, com a presença de maior efetivo policial.

Impasse

A decisão de quem deve realizar as obras no terminal ainda cabe à Justiça. O assunto também está sendo discutido no decorrer do processo de interdição. Amanhã (25), a Vara de Interesses Difusos e Coletivos deve se manifestar sobre tema.

De um lado, o Consórcio Central quer que a Prefeitura arque com os custos devido à necessidade de construção de um novo terminal. Do outro, a Prefeitura alega que há um contrato assinado após o processo de licitação de transporte no qual os consórcios vencedores são responsáveis pelas reformas estruturais e manutenção dos terminais.

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