Residencial Paraíso

Homem confessa na delegacia que matou o motorista de ônibus

Wesley acusou o tio como o mandante e citou o nome de um policial que trocava armas por drogas.
Pedro Sobrinho - Imirante 07/01/2011 às 10h17

SÃO LUÍS - Wesley Dutra Moraes foi preso ontem, (6), no bairro da Estiva, zona rural da capital maranhense. Em depoimento na delegacia de Homicídios, Wesley confessou a autoria do assassinato do motorista Ronielson Lima Pinheiro, "Roni", 28 anos, no dia 14 de setembro de 2010.

Wesley é sobrinho de Irismar Pereira, conhecido por "Jefferson" ou "Uroca", acusado de ser o mandante do crime. A dupla teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Ronaldo Maciel, da 2ª Vara Criminal.

Ele afirmou que o tio é pistoleiro e garantiu que o mesmo já matou 16 pessoas e citou o nome de um policial do "Choque", identificado como Gilberto. Segundo Wesley, o militar trocava armas com o seu tio por droga. O acusado afirmou que matou "Roni" devido ao relacionamento amoroso do motorista com a ex-mulher do tio.

Em entrevista ao repórter Domingos Ribeiro, da rádio Mirante AM, Wesley negou o envolvimento na morte do motorista. Embora com algumas contradições em seu depoimento e o receio de confessar publicamente, o delegado Paulo Márcio, da Homicídios, disse estar convicto que Wesley foi o autor dos disparos contra o motorista. Segundo ele, todos indícios apontam para o acusado, pois Wesley foi reconhecido por Gilcilene, a mulher que estava na companhia de Ronielson na noite do homicídio. O delegado informou ainda que Wesley seria recompensado pelo Irismar com a importância de R$ 5 mil.

Sobre a possibilidade do envolvimento do policial militar, o delegado Paulo Márcio garantiu que a denúncia já está sendo investigada pela Comando da Polícia Militar.

Paulo Márcio disse que o inquérito está concluído e será encaminhado ao Ministério Público, para a Promotoria da Vara Criminal.

Ronielson, que trabalhava na empresa Taguatur, foi assassinado com três tiros, no ponto final da linha que atende o residencial Paraíso.

O motorista estava acompanhado por Gilcilene quando foi abordado por um homem que estaria em um automóvel de cor preta. O motorista foi alvejado com três tiros na cabeça. Ele foi conduzido para um hospital da cidade, mas acabou morrendo.

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